Cinco pequenos furos são suficientes para realizar uma cirurgia de obesidade mórbida. A técnica videolaparoscópica, empregada pela equipe do gastroenterologista Alcides José Branco Filho, do Hospital Vita Curitiba, reduz o tamanho do estômago e diminui a absorção do intestino, sem necessitar de nenhum corte. O resultado é a perda de 40% a 50% do peso total do paciente.

De acordo com o especialista, o excesso de peso causa problemas ortopédicos articulares, respiratórios e hipertensão arterial, além de comprometimentos psicossociais. Para diagnosticar um quadro de obesidade mórbida, é importante calcular o índice de massa corpórea (IMC). Se a divisão do peso pela altura ao quadrado for superior a 40, a pessoa é obesa mórbida e tem condições de se submeter a uma cirurgia.

Anualmente, a Universidade de Pittsburg promove um encontro com médicos do mundo inteiro para discutir a técnica. Dr. Alcides participou do evento nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro, em Lake Taho, Califórnia. Nos Estados Unidos, são operados cerca de 30 mil pacientes obesos por ano, utilizando a videolaparoscopia. Já no Brasil, esse número cai para 3 mil pessoas.

A cirurgia não apresenta riscos em 99,5% dos casos. “Uma pequena incisão resulta em menos sangramento e, conseqüentemente, menos pontos, menor risco de infecções e menos dor”, explica o médico, que já operou mais de 280 casos de obesidade mórbida por videolaparoscopia, em Curitiba.

Dr. Alcides trouxe para o Paraná o aparelho Striker, de última geração, considerado um dos mais modernos do mundo. A fonte de luz é mais potente e a microcâmera fornece uma imagem mais precisa. “Além disso, o cirurgião não cansa a vista devido à tela de proteção do aparelho. Mais segurança para o paciente, mais facilidade para a equipe médica”, afirma o gastroenterologista.