Uma mulher aparentemente saudável experimenta por volta dos 70 anos uma diminuição de 20% na densidade mineral óssea e de 25-40% no colo do fêmur, enquanto que o homem na mesma idade tem diminuída em 3% sua densidade mineral óssea e em 20-30% a densidade do fêmur. Entretanto, essa perda está relacionada não somente ao envelhecimento, mas também à genética, ao estado nutricional, ao estado hormonal e ao nível de atividade física do indivíduo.
As alterações neuromusculares também são seletivas em relação aos sexos, visto que os estudos evidenciaram que em mulheres idosas os componentes minerais, água, proteína e massa livre de gordura decrescem em percentuais de 23%, 14% e 20%, e em percentuais de 10%, 12% e 13% nos homens, respectivamente.
Como dito anteriormente, as diferenças são evidentes entre os sexos no que diz respeito às ?perdas? durante o processo de envelhecimento. Isso não significa que o período de perda não possa ocorrer mais precocemente nos homens, especialmente em casos de doenças degenerativas (artrite reumatóide, artrose primária, Parkinson, Alzheimer e distrofias musculares), doenças crônicas (diabetes melittus, osteomielites e infecções prolongadas) ou doenças adquiridas como acidente vascular cerebral, seqüelas de infecções e tumores.
O mais importante é deixarmos claro que, mesmo o homem estando um pouco menos sujeito às doenças do envelhecimento, elas ocorrem e o seu curso quando não acompanhado e tratado pode ser trágico. Assim, as regras básicas de detecção precoce da doença e tratamento imediato são imprescindíveis, sendo esta por meio de medicamentos e, se necessário, melhora das condições nutricionais, atividade física e acompanhamento periódico.
Luiz Henrique Batata de Araújo, ortopedista e traumatologista.