maissaude1.jpgUm pequeno número de  fatores de risco altamente preveníveis é o responsável pelas doenças que mais matam e incapacitam as pessoas em todo o mundo. Esse reflexo se dá  pela mudança na dieta e atividade física, em conseqüência de fatores macroeconômicos, na saúde das populações, especialmente aquelas que vivem em nações emergentes, de baixa ou média renda e  que possuem menos recursos  para enfrentar essa verdadeira epidemia.

A Assembléia Geral da Organização Mundial  da Saúde (OMS) adotou uma resolução sobre  uma estratégia global sobre dieta, atividade física e saúde endossada pela totalidade de seus membros, representada pelos  ministros da Saúde de mais de 170 países.

Essa ação focaliza prioritariamente os mais importantes fatores de risco das chamadas   doenças crônicas degenerativas (DCD), responsáveis por 60% das  mortes  e quase a metade da incapacidade física em todo o planeta e que incluem  doenças cardiovasculares, diabete tipo 2, obesidade e determinadas formas de câncer.

A  estratégia consiste em se limitar o consumo de gorduras saturadas e trans (hidrogenadas), sal e hidratos de carbono (açúcares) e recomendar o consumo de frutas e vegetais, além de estimular a atividade física. A resolução também de destina ao papel preventivo dos serviços de saúde e políticas de agricultura e de alimentos, como  explicitar a composição dos seus constituintes, além de   educar os consumidores, utilizando técnicas de comunicação e marketing, políticas fiscais e regulatórias, além de  influir na educação das escolas primárias e secundárias, priorizando o binômio atividade física e alimentação saudável.

Essa iniciativa deverá fornecer aos  países membros  instrumentos que facilitem a adoção de medidas efetivas e integradas para reduzir os custos humanos e socio econômicos determinados por essas enfermidades que dizimam uma parcela considerável da população, em que vidas preciosas são ceifadas em sua fase mais produtiva.

Mario F. de Camargo Maranhão, cardiologista, consultor  da OMS em Modificação do Risco Cardiovascular e fundador do Instituto Qualivitae.