Ter sempre em mente a insuficiência do que se aprendeu e do que ainda se aprende nas escolas (nelas incluindo a universidade) para a vida moderna, impulsionada pelo desenvolvimento nos seus aspectos materiais e sociais é objetivo maior a ser alcançado.
Ninguém está hoje educado por ter concluído um curso universitário. A educação é agora permanente e todos precisam de renovação constante de conhecimentos. O livro, as novas técnicas audiovisuais vão se multiplicando para colocar ao alcance das massas o elemento indispensável a uma utilização do saber e do fazer. Após livrar-se das ações corporativistas das classes será possível erradicar as deficiências visuais nas escolas, libertando dentre os 50 milhões de alunos que freqüentam as escolas de ensino fundamental, 10 milhões de deficientes visuais que reprovam ou se evadem da escola por esse motivo.
Cito, abaixo, algumas ações que podem ajudar a eliminar esse problema nas escolas do nosso País.
1) Colocando em cada sala de aula, de forma permanente, uma Tabela de Snellen, capaz de detectar as deficiências;
2) Entregando aos alunos e professores a uma cartilha da visão junto com uma ficha de acuidade visual;
3) Disponibilizando kits de acuidade visual para que médicos e optometristas possam aprimorar o exame naqueles alunos que não passaram no Teste de Snellen;
4) Desenvolvendo um centro de provisão de óculos de baixo custo para que as prescrições possam ser aviadas e solicitadas pela internet, diretamente pela Secretaria de Educação do município.
Wilson da Costa Cidral, médico e ex-professor da Universidade Federal do Paraná.