Viena (Áustria) – Um novo tratamento pode significar uma esperança futura para pacientes portadores de insuficiência cardíaca congestiva: a injeção de células-tronco da medula óssea diretamente em corações que sofreram um ataque cardíaco. O tratamento permitiu minimizar as conseqüências da lesão no músculo do coração, e aliviou a insuficiência cardíaca. Isso é o que revelou um novo trabalho apresentado durante a semana na cidade de Viena, na Áustria, durante o Congresso da Sociedade Européia de Cardiologia.
Os resultados do novo estudo indicam que as células injetadas têm o potencial de regenerar as artérias do coração (coronárias) e que a sua regeneração reforça a função mecânica do músculo cardíaco. O estudo foi desenvolvido no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, numa parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Texas Heart Institute.
Foram analisados 21 doentes com doença coronária. As células foram transplantadas para o músculo cardíaco com o objetivo de criar novas pequenas artérias no coração, tornando possível um melhor fornecimento do sangue no músculo cardíaco doente. O resultado foi, segundo os investigadores, muito positivo, já que se observou um melhor fornecimento de sangue – em mais de 40% -, permitindo uma melhora na contração do músculo cardíaco.
Medicamento
O medicamento Coversyl, cujo princípio ativo é o Perindopril, é a mais nova promessa para pacientes com doenças cardiovasculares. Essas são as constatações de um estudo inédito realizado no mundo, que provou que o remédio previne morte por doença cardiovascular ou infarto do miocárdio em pacientes com doença da artéria coronária estável, incluindo pacientes que apresentam angina ou já sofreram ataque cardíaco anteriormente. O Europa (European trial on reduction of cardiac events with Perindopril in stable coronary artery disease ou Estudo europeu sobre a redução de eventos cardíacos com Perindopril na doença da artéria coronária estável) foi divulgado durante o encontro em Viena.
O Europa é o maior estudo já conduzido em pacientes com doença da artéria coronária estável. A pesquisa envolveu mais de 12.218 pacientes com doenças no coração, de 24 países europeus. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um fez tratamento com Perindopril 8 mg uma vez ao dia, e o outro com placebo, além do tratamento que já faziam uso, por um período de quatro anos, em média. É o primeiro estudo a demonstrar a eficácia e segurança da inibição da ECA num amplo espectro de pacientes com doença da artéria coronária estável.
De acordo com o estudo, o Perindopril reduziu em 20% o número combinado de mortes por doença cardiovascular, infartos do miocárdio e paradas cardíacas, principais objetivos do Europa. Houve uma redução de 11% na redução do total de mortes, uma para cada 50 pessoas. Além disso, o Perindopril reduziu os infartos do miocárdio (fatais ou não fatais) em 24% e insuficiência cardíaca em 39%.


