Uma pesquisa realizada pela Universidade de Tel Aviv, em Israel comprovou que mulheres com diabetes tipo 2 apresentam até 25% mais risco de desenvolver câncer em comparação com as não-portadoras, no entanto, homens nas mesmas condições parecem não ter chance maior.
A equipe de cientistas acompanhou 27 mil pessoas, de ambos os sexos, dentre elas, 17 mil pacientes com diabetes e 10 mil pacientes sem nenhum problema de saúde.
Segundo os pesquisadores, após análises clínicas das células dos pacientes e da comparação de hemogramas, constatou-se que as mulheres diabéticas tinham até 25% mais risco de ter câncer de cólon e de órgãos genitais do que os demais pacientes, já os homens, apenas 5% deles manifestaram propensão à doença.
Os pesquisadores explicam que isso acontece porque as mulheres ficam com o sistema imunológico mais debilitado que os homens quando apresentam diabetes. Além disso, as transformações hormonais e o estado emocional das pacientes favorecem a reprodução de células cancerígenas nas regiões genitais.
Diabetes tipo 2
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a incidência de diabetes tipo 2 é maior após os 40 anos. A doença possui um fator hereditário mais elevado do que no tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo.
Estima-se que 60% a 90% dos portadores sejam obesos. É cerca de oito a dez vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder a tratamento baseado em dieta e atividade física. Em alguns casos, pede medicamentos orais e, por fim, a combinação deles com a insulina.
A SBD aponta que os principais sintomas são infecções frequentes, alteração visual (visão embaçada), dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furunculose (aparecimento recorrente de furúnculos).


