Pequenos descuidos
A fratura do fêmur é a conseqüência mais dramática da osteoporose. Muitos pacientes com fratura de quadril (20%) morrem devido às complicações desse tipo de fratura, seja durante a cirurgia, ou mais tarde por embolia ou problemas cardiopulmonares. Dos 80% restantes dos pacientes que sobrevivem, cerca de 50% destes ficam com graus variáveis de incapacidade, informa o presidente, salientando que muitos ficam dependendo de muletas, cadeiras de rodas, andadores, bengalas, entre outros, perdendo assim sua qualidade de vida.
Segundo Henrique Mota, quando uma pessoa idosa cai e fratura um osso, as conseqüências para a sua saúde são imediatas. Fisicamente, ela perde sua capacidade de mobilidade e sua independência. Só que, psicologicamente, o dano pode ser ainda maior. ?Muitas vezes, elas assumem um significado de decadência e fracasso, sentimentos de vulnerabilidade, humilhação e culpa?, reconhece o ortopedista. Na maioria das vezes, esses acidentes são ocasionados por pequenas armadilhas ?escondidas? no próprio ambiente doméstico: desníveis de um ambiente para outro, tapetes que deslizam, fios que atravessam áreas de passagem, escadas sem corrimão, iluminação deficiente, entre outros pequenos descuidos.
Prevenção, a arma mais eficaz
Os ossos sofrem mudanças contínuas. Até os 35 anos de idade, o corpo forma os ossos mais rapidamente, aumentando a massa óssea. A partir daí, a reposição óssea continua, porém as perdas são maiores do que a quantidade produzida. Geralmente, a perda ocorre de maneira gradativa e a pessoa sofre alguma fratura antes de ficar sabendo. “Por isso, a arma mais eficaz contra a osteoporose é a prevenção. E ela inclui: muito cálcio, vitamina D e ginástica moderada”, alerta o reumatologista do Hospital de Clínicas da UFPR, Sebastião Cezar Radominski.
Outras causas de osteoporose podem ser o excesso de corticosteróide, o hipertireoidismo, os longos períodos de imobilização, além de certos distúrbios genéticos e dietas com teor de cálcio reduzido. Para Radominski, a osteoporose é uma doença comum, de prevenção relativamente fácil, desde que diagnosticada precocemente. “Podendo, assim, se evitar as graves complicações que podem advir do seu desconhecimento”, resume o médico. O tratamento mais empregado é a reposição hormonal. Atualmente, existem drogas capazes de retardar a ação da doença. As taxas de sucesso desses medicamentos chegam a ser de 65%, conforme o especialista.
Por meio de um exame conhecido como densitometria óssea, pode-se diagnosticar precocemente a doença e, também, acompanhar os resultados do tratamento. O exame é simples, e não requer nenhum tipo de preparo do paciente. A densitometria consegue determinar a quantidade de massa óssea, principalmente, da região da coluna vertebral e do fêmur – local onde, habitualmente, a doença se inicia. O avanço nas pesquisas com medicamentos também é observado no combate à osteoporose.
Para prevenir
* Manter uma dieta rica em cálcio
* Consumir diariamente leite e seus derivados
* Não dispensar brócolis, espinafre, couve, entre outras verduras
* Incluir peixe na alimentação
* Se expor ao sol por, pelo menos, 30 minutos diários
* Praticar uma atividade física regular
* A prevenção deve começar ainda na infância