Maior longevidade da mulher

Tanto nos países desenvolvidos, como nos em desenvolvimento, as mulheres vivem, em média, 8 anos mais do que os homens. Isso, porém, nem sempre foi assim. A longevidade das mulheres só ultrapassou a dos homens no início do século XX. À medida que a população vai envelhecendo, observa-se um aumento cada vez maior do número de mulheres, constituindo a feminização da terceira idade, bastando observar o número de viúvas, que é maior do que o dos viúvos. Atualmente, a maior expectativa de vida média é o da mulher japonesa, que é de 85 anos. Admite-se que fatores genéticos, a preocupação maior com a saúde, a maternidade e o estilo de vida contribuam para esta diferença.

Ao longo da sua vida, as mulheres passam, basicamente, por duas transformações importantes com repercussões não só físicas, como emocionais. A primeira ocorre entre os 8 e 14 anos, quando os ovários aumentam a produção dos hormônios sexuais, determinando modificações importantes, que se completam ao redor dos 18 anos. A segunda ocorre por volta dos 45 anos em média, com a redução gradativa dos hormônios estrogênio e progesterona marcando a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. Ocorrem, então, alterações anatômicas, funcionais e psicológicas, como irregularidade menstrual até sua interrupção definitiva, ressecamento da pele, aumento de peso, irritabilidade, ondas de calor, perda de energia e da libido, que são passíveis de tratamento, melhorando a qualidade de vida das mulheres durante o climatério.

Entre os possíveis fatores que colaboram para que as mulheres apresentem maior longevidade do que os homens citamos: as mulheres têm um cuidado muito maior consigo mesmas, realizando os exames preventivos com uma freqüência muito maior do que os homens; as mulheres ainda fumam e consomem menos bebidas alcoólicas que os homens, estando menos sujeitas aos seus malefícios; apresentam uma melhor resposta ao estresse.

Ainda estão menos expostas à violência, acidentes de trânsito e de trabalho, homicídios, assaltos e suicídios. As causas externas matam muito mais homens que mulheres, que estão mais expostos aos riscos. A aids, ainda mais freqüente no sexo masculino, está acometendo um número cada vez maior de mulheres. As mulheres sofrem menos o impacto da aposentadoria, às vezes precoce, procurando manter-se sempre ativas. Pelo temor em aumentar de peso, as mulheres procuram com maior freqüência um estilo de vida saudável com a alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos.

Uma melhor assistência pré-natal está colaborando para reduzir a mortalidade materna, acrescida de maior conhecimento sobre o climatério e a adoção de medidas preventivas quanto à osteoporose, principal causa de fraturas em mulheres com mais de 50 anos, doenças cardiovasculares e o câncer que ocorrem, com maior freqüência, nessa fase da vida.

Luiz Bodachne é médico geriatra do Hospital Universitário Cajuru da PUCPR. Home page: http://www.orbit.pucpr.br/jornais.

Maior longevidade da mulher

Tanto nos países desenvolvidos, como nos em desenvolvimento, as mulheres vivem, em média, oito anos mais do que os homens. Isso, porém, nem sempre foi assim. A longevidade das mulheres só ultrapassou a dos homens, no início do século XX. À medida que a população vai envelhecendo, observa-se um aumento cada vez maior do número de mulheres constituindo a feminização da terceira idade, bastando observar o número de viúvas que é maior do que o dos viúvos. Atualmente, a maior expectativa de vida média é o da mulher japonesa, que é de 85 anos. Admite-se que fatores genéticos, a preocupação maior com a saúde, a maternidade e o estilo de vida contribuam para esta diferença.

As mulheres, ao longo da sua vida, passam, basicamente, por duas transformações importantes com repercussões não só físicas, como emocionais. A primeira ocorre entre os 8 e 14 anos, quando os ovários aumentam a produção dos hormônios sexuais, determinando modificações importantes, que se completam ao redor dos 18 anos. A segunda ocorre por volta dos 45 anos em média, com a redução gradativa dos hormônios estrogênio e progesterona marcando a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. Ocorrem, então, alterações anatômicas, funcionais e psicológicas, como irregularidade menstrual até sua interrupção definitiva, ressecamento da pele, aumento de peso, irritabilidade, ondas de calor, perda de energia e da libido que são passíveis de tratamento, melhorando a qualidade de vida das mulheres durante o climatério.

Entre os possíveis fatores que colaboram para que as mulheres apresentem maior longevidade do que os homens citamos:

– As mulheres têm um cuidado muito maior consigo mesmas, realizando os exames preventivos com uma freqüência muito maior do que os homens;

– As mulheres ainda fumam e consomem menos bebidas alcoólicas que os homens, estando menos sujeitas aos seus malefícios;

– Apresentam uma melhor resposta ao estresse;

– Ainda estão menos expostas à violência, acidentes de trânsito e de trabalho, homicídios, assaltos e suicídios. As causas externas matam muito mais homens que mulheres, que estão mais expostos aos riscos;

– A aids, ainda mais freqüente no sexo masculino, está acometendo um número cada vez maior de mulheres;

– As mulheres sofrem menos o impacto da aposentadoria, às vezes precoce, procurando manter-se sempre ativas;

– Pelo temor em aumento de peso, as mulheres procuram com maior freqüência um estilo de vida saudável com a alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos;

– Uma mulher assistência pré-natal está colaborando para reduzir a mortalidade materna, acrescida de maior conhecimento sobre o climatério e a adoção de medidas preventivas quanto à osteoporose, principal causa de fraturas em mulheres com mais de 50 anos, doenças cardiovasculares e o câncer que ocorrem, com maior freqüência, nesse fase da vida.

Luiz Bodachne é médico-geriatra do Hospital Universitário Cajuru da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.