Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha pelo Mental Health Foundation revela que jovens se sentem mais solitários do que adultos com mais de 55 anos. O levantamento foi feito com 2.256 participantes. Quase 60% dos participantes com idades entre 18 e 34 anos disseram que sentem solidão com frequência ou às vezes. O número cai para 35% entre entrevistados com 55 anos ou mais.

A pesquisa revela também que a tecnologia pode acentuar o isolamento, apesar de oferecer meios de conectar as pessoas. Quase um terço dos jovens entrevistados disseram que passam tempo demais se comunicando com a família via online, quando na verdade deveriam encontrá-los pessoalmente.

O estudo destaca o fato de que a proporção de pessoas vivendo sozinhas na Grã-Bretanha dobrou nas últimas três décadas. Os pesquisadores indicam o declínio na vida comunitária e o foco cada vez maior no trabalho como possíveis explicações para o problema. 

É possível, porém, que pessoas de idades diversas tenham interpretações distintas do que seja solidão. Além disso, a pesquisa não faz distinções entre depoimentos de pessoas com 55 anos vivendo vidas ativas e desfrutando da aposentadoria e os relatos de octogenários que vivem sozinhos e tem saúde frágil.

O relatório também constatou variações de acordo com o sexo do entrevistado. Mais mulheres disseram sentir solidão do que homens e também têm maior tendência a se sentirem deprimidas. Os jovens frequentemente dizem falar com centenas de pessoas em sites de relacionamento, mas quando usam esses sites estão sozinhos em seus quartos.

Um estudo realizado pela Universidade de Chicago e de Harvard, nos Estados Unidos, sugere que as pessoas solitárias tendem a dividir o sentimento com outras pessoas próximas. De acordo com a pesquisa, uma pessoa com solidão consegue fazer com que um grupo se afaste do convívio social. Para chegar aos resultados, os pesquisadores examinaram os registros de um estudo realizado no estado norte-americano de Massachusetts, desde 1948.