Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, aproximadamente 60 mil pessoas fazem diálise no Brasil. Esse número, porém, deveria ser de 150 mil pacientes. A insuficiência renal é uma doença que não apresenta sintomas, a não ser na fase tardia, e que leva à morte pelo menos 15 mil pessoas por ano. O alerta foi feito durante o I Simpósio Latino-Americano de Fundações do Rim, promovido ontem e hoje pela Fundação Pró-Renal de Curitiba.

De acordo com o médico Miguel Carlos Riella, fundador e diretor da entidade, a falta de prevenção é crucial na evolução das doenças de rim. Esse é um dos principais papéis das fundações. “Isso ajuda o gestor público de saúde com a redução de custos futuros. As fundações também fazem a identificação das pessoas com potencial de ter a doença renal, por meio de exames de sangue, urina e verificação da pressão arterial”, afirma.

Riella recomenda uma visita ao médico pelo menos uma vez ao ano, além da realização desses exames. As principais doenças que acarretam problemas renais são as diabetes, a hipertensão e as nefrides. Para ele, é preciso fazer um alerta à população para que não procure o médico somente quando aparecerem os sintomas.

Durante o simpósio, representantes de diversas fundações pró-renais da América Latina estiveram trocando experiências sobre a ação das entidades e resultados obtidos. Eles também acompanharam os pontos-chave do sucesso da Fundação Nacional do Rim dos Estados Unidos, cujo representante também estava presente no evento.

Informações e doações à Fundação Pró-Renal de Curitiba no telefone 0800-41-6002 e no site www.pro-renal.org.br.

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