A partir deste ano, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) passa a trabalhar com capacidade duplicada de realização de estudos clínicos, ou seja, testes feitos em humanos de novos medicamentos e tratamentos oncológicos. Isso graças ao novo centro de pesquisa clínica inaugurado ontem na instituição.

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Se hoje 240 pacientes do Icesp são submetidos anualmente às pesquisas clínicas, o laboratório ampliará essa capacidade para mais de 500 pacientes por ano. A ampliação possibilitará que mais pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos pelo Instituto tenham acesso a tratamentos de ponta ainda não disponíveis no mercado.

A intenção do Icesp é tornar-se uma referência em estudos clínicos e, dessa maneira, atrair parcerias com os laboratórios farmacêuticos que desenvolvem as novas tecnologias.

De acordo com o oncologista Paulo Hoff, diretor clínico do Icesp, o laboratório deverá concentrar-se, a princípio, em pesquisas de fase 1, que são a primeira exposição do paciente a determinado medicamento. Mas também serão realizados testes de fase 2 e de fase 3, etapas finais antes do lançamento do produto no mercado. “Queremos englobar toda a gama de estudos clínicos”, garante Hoff.

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O especialista conta que os estudos de fase 1 ainda são bastante raros no Brasil. “Não havia infraestrutura para esse tipo de atividade. Mas, com essa nova unidade, vamos poder nos aproximar de quem tem os novos produtos, geralmente as indústrias farmacêuticas”, avalia Hoff. “Queremos ser parceiros no desenvolvimento de remédios, o que permitirá que nossos pacientes tenham acesso mais cedo a tratamentos inovadores”, explica o profissional.

Hoje, existem mais de 200 projetos de pesquisa na área de oncologia sendo desenvolvidos no Icesp. Desse total, apenas um quarto está relacionado à indústria farmacêutica. Os outros três quartos são iniciativas acadêmicas que buscam novas alternativas de tratamento oncológico.

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Mariana Lenharo