As mudanças que deixaram mais branda a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe aditivos ao cigarro, como menta, chocolate e cravo, não foram suficientes para reduzir as críticas da indústria do tabaco à medida. A nova versão, que deve ser votada no dia 14, mantém veto a substâncias para alterar cheiro e sabor do cigarro, à exceção do açúcar.

Menos rigoroso do que o original, o texto diz que a decisão sobre o açúcar deve ocorrer em um ano, prazo para a conclusão de um estudo por uma equipe destacada pela Anvisa. “Nenhum estudo comprovou a relação entre uso de aditivos na fabricação dos cigarros e riscos à saúde associados ao seu consumo”, afirmou, em nota, o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, Iro Schünke.

O presidente da Câmara Setorial da Cadeia do Tabaco, Romeu Schneider, afirma que a mudança resolve só parte do problema. “Em um ano, o tema do açúcar deverá ser reavaliado. E, novamente, a subsistência de pequenos agricultores será ameaçada”. Ele defende a concessão de um prazo maior para que os fabricantes mudem a produção. “Algo em torno de cinco anos”, diz. A Associação Brasileira da Indústria do Fumo não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE