O Rio Grande do Sul é o estado com maior incidência de câncer de esôfago – de acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

São 18,5 casos por 100 mil habitantes. No Paraná, que está em segundo lugar, são 14,1.

O câncer de esôfago é um dos tipos mais comuns de neoplasia do aparelho digestivo.

“Os altos índices da doença podem estar ligados ao hábito de ingerir bebidas muito quentes, como o chimarrão”, afirma Antônio Carlos Weston, especialista em cirurgia do aparelho digestivo.

A enfermidade também pode ser causada por fatores como uso prolongado de bebida alcoólica, tabagismo ou a associação de ambos.

Há ainda pesquisas que apontam a erva-mate como relacionada à formação do tumor. Entre os sintomas mais comuns da doença encontram-se a dificuldade para engolir, sensação que o alimento tranca em alguma parte do esôfago, perda de peso, vômitos e azia – sensação de “queimação”.

O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. “Existem várias opções de tratamento que devem ser individualizadas para cada caso. Alternativas como a cirurgia associada ou não, a radioterapia e quimioterapia são as mais utilizadas”, sublinha o médico.