Helvo Slomp Júnior, presidente da Associação Médica Homeopática do Paraná, lembra que a especialidade é reconhecida há quase 20 anos, sendo ensinada nos cursos de medicina. ?Além disso, os homeopatas participam ativamente das comunidades médica e científica?, frisa, salientando que, por esses e outros conhecimentos é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma tecnologia médica válida.
Pesquisa científica
A homeopatia se distingue por sua técnica absolutamente individualizada, que estuda e trata o paciente como pessoa única, e desse modo deve ser estudada por outro tipo de metodologia. ?Os métodos de validação nunca devem ser os mesmos que os de um remédio alopático, como no estudo recém-publicado?, reclama Slomp Júnior. No seu entender, a especialidade oferece uma visão singular das doenças, mas como não dispõe de recursos para pesquisas de grandes populações, volta e meia é vítima de grupos que têm interesse na sua marginalização.
Conforme o dirigente, a visão de que na homeopatia não existe comprovação científica é facilmente desmascarada. As maiores universidades brasileiras vêm pesquisando a ação terapêutica das ?gotinhas? por meio de estudos duplo cego e randomizado (comum para todo tipo de medicamento), sob o comando de reconhecidos pesquisadores. Além disso, assim como em qualquer outra especialidade, o homeopata é um médico, e responde legal e judicialmente pelos atos que pratica. ?Também, por isso, está plenamente capacitado a introduzir a forma terapêutica que achar necessária para a recuperação do seu paciente?, frisa o presidente.
TRATAMENTO INDIVIDUALIZADO
Um senso comum é de que a homeopatia visa tratar o paciente como um todo, não levando somente em conta os sintomas apresentados por ele. Para os especialistas, a dor é um sinal de que algo no organismo não está bem. ?Por isso, analisamos o meio onde ele vive, suas reações físicas e psíquicas, sua alimentação e suas relações laborais?, esclarece o homeopata Luiz Antonio Batista Costa. Nesse sentido, não pode existir um medicamento específico para patologias isoladas e sim um para cada paciente.
O médico explica que o que promove a cura não é a ação direta do remédio no organismo doente, mas sim a sua ação na energia interna que se encontra desequilibrada. Assim, o medicamento, ao restaurar o equilíbrio também atinge a doença. Daí, ser importante que seu emprego se faça após criteriosa investigação do doente, como um todo, visto que o medicamento correto é escolhido com base na totalidade dos sintomas do indivíduo.
Para Luiz Antonio Batista Costa, o medicamento homeopático reduz o processo inflamatório estimulando o sistema imunológico. Ele recomenda o uso desses medicamentos até nos processos pós-operatórios. ?Para acelerar a cicatrização, apressar a recuperação e evitar hemorragias?, destaca. Sem radicalismos, o médico associa nos tratamentos, quando necessário, outros recursos terapêuticos, como atos cirúrgicos ou o uso concomitante de determinados remédios alopáticos. ?O diagnóstico clínico feito pelos especialistas de cada área é de suma importância para a investigação e avaliação da resposta terapêutica?, conclui.