Marta defende preservação do patrimônio genético.

Estudantes, professores e pesquisadores da área de genética participam desde ontem, no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, do 6.º Encontro Paranaense de Genética. Entre os temas estão: genética humana, genética animal, clonagem, ecologia e variabilidade genética e vegetais transgênicos. O evento, que tem por objetivo congregar e atualizar profissionais, prossegue até domingo com palestras, mini-curso e debates.

Segundo a coordenadora de pós-graduação em genética da UFPR e presidente da Sociedade Brasileira de Genética ? Regional Paraná, Marta Margarete Cestari, alunos e profissionais liberais, a partir do conhecimento, poderão transmitir às comunidades a importância e a realização dos trabalhos científicos. Margarete convocou os participantes a unir esforços para preservar o patrimônio genético que restou da ocupação desordenada no território nacional. Segundo ela, o Paraná perdeu 90% da mata natural por conta de políticas equivocadas adotadas nas últimas décadas. “As pessoas precisam ter noção e saber que aquilo que está sendo devastado é prejudicial a elas.”

O professor titular do departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR, Fábio de Oliveira Pedrosa, apresentou a situação do programa Genoma no Estado. O projeto tem por objetivo seqüenciar o genoma de uma bactéria fixadora de nitrogênio. Dessa forma, será possível transmitir um fertilizante nitrogenado em gramíneas como trigo, milho, arroz. “O programa tem grande importância para a agricultura e também na formação de recursos humanos em biologia molecular e bioinformática”, destacou o professor. Mais de sessenta profissionais do Paraná estão trabalhando na rede Genopar. A rede é formada por seis laboratórios financiados pela Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior e mais três laboratórios do projeto Genoma Brasileiro.