Os pacientes com linfoma não-Hodgkin ganham novas esperanças de tratamento. Resultados de dois estudos apresentados no 45.º Congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH) demonstram um aumento significativo do tempo livre de sintomas da doença de pacientes com LNH tratados com o medicamento rituximab. Esse tipo de câncer é o terceiro que mais cresce no mundo. No primeiro estudo, com a forma indolente da doença, os pacientes tratados com rituximab e quimioterapia permaneceram livres de manifestações da doença por um período maior. A combinação permitiu um período de 19 meses sem recaídas, quando comparado ao tratamento quimioterápico convencional (26 meses com rituximab mais quimioterapia frente aos 7 meses com apenas quimioterapia). Além do Brasil, outros 10 países participaram da pesquisa médica realizada com 321 pacientes. Atualmente são diagnosticados 1,5 milhão de casos de linfoma não-Hodgkin em todo o mundo. Destes, 55% têm a forma agressiva da doença, que se não tratada corretamente pode ser fatal dentro de seis meses. Os outros 45% sofrem de linfoma não-Hodgkin indolente, tipo em que o tumor se divide lentamente e os pacientes podem viver por muitos anos.