Arquivo / O Estado
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9% da população tem o nível de
glicemia acima de 110 mg/dl.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o diabetes é um dos fatores de risco mais preocupantes para as doenças do coração e está diretamente relacionada ao aumento da mortalidade. A sociedade entregou hoje (14) ao governo a pesquisa Corações do Brasil.

Segundo a pesquisa Corações do Brasil da SBC, o diabetes está presente na vida de 9% da população, que tem o nível de glicemia acima de 110 mg/dl ? nível considerado suficiente para a Sociedade Brasileira de Diabetes definir a presença da doença. Já para a Sociedade Norte-Americana de Diabetes, o nível de glicemia acima de 99mg/dl já classifica o paciente como diabético. Nesse caso, o índice brasileiro de diabéticos sobe para 17% da população.

No que se refere ao colesterol, o estudo mostra que 21,6% ou um em cada cinco brasileiros têm as taxas elevadas, acima de 200 mg/dl. A população de baixa renda é a que apresenta piores resultados ? 27,5% tem o colesterol alto. Na classe média, o índice cai para 17,2%.

O grau de escolaridade também influencia nos resultados. Segundo a pesquisa, no grupo de pessoas com o curso primário incompleto, 39,8% tinham colesterol alto. Já entre os que terminaram o segundo grau, o número cai para 17,6%, menos da metade.

Segundo a pesquisa, os índices mais preocupantes de colesterol estão nos estados do Sul, com 24,3% da população pesquisada, enquanto no Norte e no Centro-Oeste, a prevalência é de 20%.

O diretor-executivo da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Raimundo Marques Neto, afirmou que fez algumas recomendações ao Ministério da Saúde, que ele chama de educação cardiovascular. "Orientação alimentar, orientação de atividade física, o check-up regular. Isso é necessário fazer agora para que em 2030 a mortalidade não chegue aos números que estão projetados", afirmou.