A densitometria óssea está para o risco de fratura assim como a taxa de colesterol está para o risco das doenças cardiovasculares ou como a pressão arterial sangüínea para o acidente vascular cerebral. Tudo porque, com o passar dos anos, em média, a partir dos 35, a mulher vai perdendo o seu pico de massa óssea. Com o enfraquecimento dos ossos, que sofre uma perda constante de minerais, ela fica cada vez mais sujeita a sofrer uma doença silenciosa, mas de graves conseqüências: a osteoporose.

Aí é que entra o aspecto mais importante da densitometria óssea, ou seja, a sua capacidade de diagnosticar o risco de fraturas, localizando os pontos do esqueleto onde há perda, prematura ou não, de massa óssea ? característica principal da doença. A partir do início dos anos 1990s, começaram a chegar ao Brasil as primeiras máquinas capazes de medir a densidade mineral dos ossos do corpo humano, sem a necessidade de cirurgias ou incisões.

O teste é muito parecido como uma radiografia normal. A densitometria óssea é indicada a partir da menopausa ou caso surja algum fator de risco importante, como o encontrado nas pessoas com dificuldade para ingerir cálcio, que sofreram cirurgia no estômago ou submetidas a tratamento prolongado com cortisona.

Exames anuais

A técnica baseia-se na incidência de um feixe de radiação pelo corpo do paciente. Este feixe o atravessa no sentido póstero-anterior e é captado por um detector. Um programa calcula a densidade de cada amostra a partir da radiação que alcança o detector. O tecido mole (gordura, água, músculos, órgãos viscerais) atenua a energia de forma diferente do tecido ósseo, permitindo a construção de uma imagem das áreas mais afetadas, geralmente a medula óssea e o fêmur.

A densitometria tem papel relevante também na quantificação da massa óssea em pacientes sob tratamento. Os especialistas sugerem que se repita anualmente o teste para acompanhamento evolutivo e controle de tratamento da osteoporose, já que o metabolismo ósseo é normalmente lento. Quando diagnosticada em estágio inicial, existem importantes possibilidades de se recuperar a tempo o osso perdido.

O teste também é feito em homens com deficiências hormonais. Levam-se em conta fatores como perda de estatura, facilidade de fratura, períodos prolongados de baixa ingestão de cálcio, uso exagerado de fumo e de álcool. Os valores encontrados são comparados com os de pessoas normais de mesmo peso, altura, idade e sexo. Se a perda de cálcio for maior do que 10% em relação ao osso saudável, é sinal de que há problemas.

Para prevenir a osteoporose, o fundamental é praticar uma rotina de exercícios freqüentes, aumentar a exposição ao sol e ingerir cálcio. Outra indicação, a reposição de estrógeno, precisa ter prescrição individual, já que, se a reposição hormonal traz benefícios, pode também apresentar riscos. Cabe, portanto, ao médico do paciente solicitar tal exame, independente da sua especialidade, desde que se suspeite da incidência da doença.

Indicações para a investigação por densitometria óssea

– Todas as mulheres a partir da menopausa.

– Todas as pessoas com mais de 65 anos.

– Pessoas com algum tipo de deficiência hormonal.

– Mulheres submetidas à terapia de reposição hormonal.

– Pacientes em tratamento prolongado com corticóides.

– Pacientes em tratamento da osteoporose, para controle da eficácia da terapêutica.