Curitiba foi incluída no roteiro de cidades referência para treinamento na área de Medicina Nuclear a partir de um acordo fechado entre a AIEA – Agência Internacional de Energia Atômica, que pertence a ONU (Organização das Nações Unidas) e a Clínica Quanta Diagnóstico Nuclear. A clínica foi escolhida com base em vários critérios, incluindo produção cientifica (pesquisa), publicações internacionais na área, potencial dos profissionais e por ser uma referência no Brasil em Medicina Nuclear. A parceria foi firmada em Viena, na Áustria, entre o cardiologista e médico nuclear Dr. João Vítola, diretor da Quanta Diagnóstico Nuclear e o coordenador do departamento de Medicina Nuclear da AIEA, Maurizio Dondi, durante reunião do Grupo Internacional, também coordenado pela AIEA.

No convênio de cooperação, médicos de países em desenvolvimento virão para a capital paranaense para passar por um treinamento na área e levar ao seu país de origem as últimas técnicas e conhecimentos da Medicina Nuclear. ?A parceria visa o desenvolvimento e expansão do uso pacífico da energia atômica pelo globo. A ONU está interessada em ajudar os países que não dominam o conhecimento na área de Medicina Nuclear?, explica o Dr. João Vítola. Ainda esse ano, a Clínica irá receber dois médicos da Venezuela e cinco do Chile.

Com o convênio, o especialista curitibano se tornará consultor da AIEA na área de cardiologia nuclear em assuntos que envolvam aspectos mundiais, participando de reuniões estratégicas em Viena e sendo palestrante da ONU em diversos países. A primeira palestra já está marcada. Será na cidade de Havana, em Cuba, no mês de janeiro.

Dr. João Vítola esclarece que a parceria ajudará colocar o nome de Curitiba e do Brasil no cenário da Medicina em todo o mundo. ?Participar, ensinar e contribuir com estudos científicos internacionais é importante para mostrar que o país também é referência em capital humano e pesquisas?, avalia.

Ainda nesse ano, Curitiba será incluída em outros projetos de pesquisa da ONU com cooperação internacional. O primeiro será na área de infarto agudo do miocárdio de difícil diagnóstico, usando a cintilografia de perfusão miocárdica ? um exame da Medicina Nuclear. Esse projeto terá a participação, além do Brasil, de Cuba, Chile, África do Sul, Itália, Vietnam, Eslovênia e Austrália. Outro projeto que será discutido visa avaliar as alterações da função cardíaca em pacientes submetidos a esforço físico na esteira.