Os pacientes com câncer de próstata localizado já têm uma nova opção de cirurgia para a retirada do tumor. A técnica chama-se prostatectomia radical videolaparoscópica e garante uma melhor recuperação pós-operatória, com menos dor e menor tempo de internação hospitalar. A operação é realizada com cinco pequenos cortes de 0,5 cm a 1 cm, enquanto nas cirurgias convencionais as incisões são de 25 cm.

O sangramento operatório, um dos fatores de maior mortalidade na retirada do câncer de próstata, também diminuiu. Na técnica convencional, a quantidade de sangue perdida varia de 1 litro a 1,5 litro. Já na laparoscópica, o sangramento fica entre 200 ml e 300 ml.
A primeira prostatectomia radical videolaparoscópica de Curitiba foi realizada no Hospital Vita, há cerca de quatro meses, por uma equipe coordenada pelo urologista Anibal Wood Branco. O paciente operado, A.S., 53 anos, apresenta todos os sinais indicativos de cura do câncer. “Além de um pós-operatório excelente, ele teve bons resultados com relação à continência urinária e à eliminação do tumor, o que é determinante no procedimento”, comemora Branco, que já está com várias cirurgias agendadas.

A utilização de um sistema de ótica e lentes, adaptado a uma microcâmera, deixa a imagem nítida e ampliada, o que, segundo o urologista, facilita a identificação dos nervos responsáveis pela potência sexual, evitando o comprometimento. Além da técnica possibilitar o retorno do paciente às atividades em um prazo menor (14 dias, enquanto na técnica convencional esse prazo é de 30 a 45 dias), Branco afirma que o custo do procedimento acaba sendo mais barato, devido ao tempo de internação hospitalar ser apenas de dois a três dias (na técnica convencional, o paciente fica de quatro a cinco dias no hospital) e ao menor gasto com analgésicos e antibióticos.