Foto: Aliocha Maurício
Passeata pela capital, ontem, saiu do Hospital de Clínicas.

O Dia Mundial de Luta contra a Aids foi marcado em Curitiba por uma caminhada e trabalho de conscientização educativo, realizado na Boca Maldita, centro da cidade.

Saindo do Hospital de Clínicas (HC), integrantes do Grupo Adesão, criado na instituição com o objetivo de orientar os pacientes sobre a doença e estimulá-los a seguir com o tratamento, se uniram aos integrantes da comissão municipal de aids. A entidade é formada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e 23 organizações não governamentais (ONGs), além de sindicatos e empresas parceiras.

O grupo abordou quem passava pela Rua das Flores de forma educativa, conversando sobre a prevenção ao HIV e distribuindo preservativos. As ações de conscientização são consideradas, pela coordenadora de HIV/Aids da SMS, Mariana Thomaz, como um dos principais fatores que levaram a uma redução dos casos identificados anualmente no município. ?Até 2004 havia uma média de 500 novos casos por ano em Curitiba. Desde então, o número caiu para 350 e vem se mantendo?, explicou.

De acordo com a coordenadora, um dos grupos onde a doença cresce mais rapidamente na cidade é o de mulheres até 19 anos de idade. ?A menina começa a ter um relacionamento mais estável e logo abandona o uso da camisinha?, disse. Para Mariana, muitas pessoas sabem a importância do uso do preservativo, mas acabam não traduzindo isso em mudança de sua conduta sexual.

Para quem teve uma conduta de risco e está na dúvida, o conselho é eliminar as incertezas. Segundo ela, Curitiba é uma das poucas capitais que conta com o exame de HIV em todas as unidades de saúde e o diagnóstico precoce pode aumentar a sobrevida do soropositivo.