Já na forma cutânea-visceral, a vítima apresenta palidez, icterícia e urina escura, sintomas que aparecem nas primeiras 36 horas após a picada. A evolução cutânea-visceral não tem sido registrada em Curitiba nos últimos anos. Os casos graves podem evoluir para insuficiência renal aguda – principal causa de morte por loxoscelismo -, que surge de dois a cinco dias depois do acidente.
Cuidados
A vítima de aranha marrom deve aumentar a ingestão de líquido; manter a lesão limpa; evitar exposição ao sol e banhos quentes; retornar ao serviço de saúde nas primeiras 36 horas e, diariamente, até cinco dias, nos casos moderados. Os casos graves devem ser encaminhados ao Centro de Controle de Envenenamentos. O paciente não deve manusear a lesão nem colocar produtos caseiros.
Segundo o biólogo Marcelo Vettorello, do Centro de Epidemiologia, a população deve tomar os seguintes cuidados para se prevenir de acidentes com a aranha marrom: observar roupas e calçados antes de vestí-los; vistoriar roupas de cama e banho; fazer limpeza periódica atrás de quadros e objetos pendurados; manter os ambientes ventilados; eliminar teias; evitar o acúmulo de materiais de construção e vedar frestas ou buracos nas paredes.


