João Carlos Gobbo, que perdeu sete quilos, e o professor João Francisco Souza.

Com a proximidade do verão, cresce o número de matrículas nas academias. São alunos que estão à procura do corpo perfeito para exibir na próxima temporada. Mas alguns atletas de verão costumam exagerar nos exercícios e o resultado pode ser uma série de lesões graves. Em vez de curtir o verão na praia, o destino pode ser uma clínica de fisioterapia.

A personal trainer Larissa Cunha afirma que nesta época do ano aumenta em 70% o número de interessados em ficar “sarados”. Mas, muita gente ignora as orientações e acaba exagerando na dose. Eles correm o risco de curtir o verão tratando de bursites, tendinites, rompimento na musculatura, estresse físico, entre outros. Além disso, a prática de atividade física por mais de uma hora por dia libera um hormônio chamado cortisol, que acaba degradando a musculatura.

Na academia Swimmex a situação não é muito diferente. Nesta época, o movimento aumenta em 30%. Os alunos chegam animados, querendo fazer tudo o que a academia oferece. Mas no instante em que têm as primeiras conversas, o seu “freio de mão” é puxado. São orientados a fazer um exame médico para saber suas condições físicas e depois participam de testes na própria academia. Durante as conversas, para saber o que o aluno deseja e o que pode fazer, é que as atividades são sugeridas. O coordenador técnico da academia, João Francisco Souza, explica que o que eles buscam é a saúde dos alunos. “O saudável é emagrecer um quilo por semana, mais que isso é uma agressão.” É claro que só os exercícios não resolvem: os alunos também são aconselhados a procurar médicos e nutricionistas.

Outro problema de quem só procura se exercitar nesta época é que ao abandonar a atividade física perde a massa muscular e acaba adquirindo gordura. Perder essa massa indesejável fica mais difícil.

Preguiça

Souza reforça que o ideal é praticar a atividade durante todo o ano. Ele conta que a maior dificuldade é vencer a preguiça e os três primeiros meses são primordiais. Quem passa dessa fase começa a ver as mudanças e não sente mais o corpo doer tanto, devido aos esforços.

João Carlos Gobbo, de 64 anos, já passou por isso. Depois de um enfarto e outros problemas resolveu abandonar a vida sedentária. Viu em um ano diversas melhorias, perdeu sete quilos, tem mais força e disposição. “No meu caso se passaram dez meses para eu ver um resultado substancial. É preciso ter paciência e esperar”, aconselha.

Souza fala que as pessoas precisam tomar cuidado na hora de escolher a academia, ver qual é a filosofia de trabalho. Mas o primeiro passo mesmo é ver se ela possui registro junto ao Conselho Regional de Educação Física e saber se os professores são formados. Além, é claro, de fazer avaliação médica.