Uma pessoa que pratica regularmente exercícios físicos se recupera de acidente vascular cerebral (derrame) mais rapidamente do que aquelas que não têm este hábito, afirmam pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos.

O estudo revelou que os pacientes que se exercitavam regularmente, antes de sofrerem o AVC, apresentaram sequelas menos graves e, portanto, ficaram em melhores condições de cuidarem de si próprios, do que aqueles que raramente faziam exercícios físicos.

Assim, o preparo físico pode ser muito benéfico para as pessoas que têm maior risco de sofrer um derrame cerebral, uma causa comum de incapacidade e morte, entre pessoas com mais de 65 anos de idade, em todo o mundo.

O neurologista James Meschia, um dos principais pesquisadores do estudo, alerta, no entanto, que uma pesquisa de maior porte será necessária para validar essa descoberta.

Além disso, poderá ajudar a esclarecer se exercícios moderados ou vigorosos podem produzir efeitos diferentes no processo de recuperação dos pacientes. Para o pesquisador, um cérebro que, normalmente, tem um bom fluxo de sangue e de oxigênio, graças a exercícios aeróbios, certamente estará em uma posição bem melhor para compensar os déficits neurológicos causados pelo derrame.

A conclusão é de que os pacientes que levam uma vida ativa podem se recuperar mais rapidamente depois de um derrame cerebral, com tendência de se observar melhores resultados nos exames realizados três meses mais tarde.