maissaude_ressonanciamagnet.jpgA ressonância magnética (RM) contribuiu para dar aos métodos de diagnóstico por imagem uma conotação ultramoderna e eficaz. A obtenção de imagens do interior do corpo por meio da técnica permitiu, nas últimas décadas, um conhecimento que pode ser decisivo no estabelecimento de uma conduta médica rápida e precisa. O exame fornece aos médicos uma quantidade de informações detalhadas sobre a localização, tamanho e composição do tecido corporal a ser examinado. Nos estudos sobre o cérebro, por exemplo, a técnica evoluiu rapidamente, e hoje já se pode acompanhar o funcionamento do cérebro ou, em outras palavras, mapear até o pensamento.

Explicar a ressonância magnética é tão complicado quanto parece ser qualquer tipo de investigação sem o seu auxílio. Primeiro, porque, diferentemente de outras técnicas, ela não usa raios X. Como o próprio nome indica, o procedimento é baseado nas propriedades magnéticas dos átomos que constituem todas as substâncias – incluindo o corpo humano. Em um campo magnético produzido por um tipo de scanner, sinais elétricos são emitidos pelo núcleo do tecido corporal. Esses sinais são interceptados pelo equipamento, com variadas intensidades de acordo com o tipo do tecido. Um computador coloca os sinais nos pontos correspondentes das áreas corporais examinadas e as transforma em imagem projetada na tela de um monitor.

Localizações precisas

Criados há quase 30 anos, os aparelhos de ressonância magnética emitem dois tipos de ondas: eletromagnéticas e de rádio. Extremamente precisa, a análise feita por RM permite visualizar o corpo em fatias, tanto horizontais quanto verticais, em duas ou três dimensões, localizando lesões impossíveis de detectar com outras técnicas, como as lesões infecciosas ou inflamatórias, anomalias venosas, tumores cerebrais, lesões articulares ou hérnia de disco, entre outras. É um método excelente para investigar problemas nas partes moles do organismo, como o cérebro, coração, medula, músculos e tendões. Ao captar diferenças sutis, a RM ajuda a localizar alterações.

No entanto, a RM não é capaz de ?enxergar? os ossos, pois, para formar as imagens, ela se vale de átomos de hidrogênio, inexistentes no esqueleto. Nesse quesito, o raio-x ainda é imbatível. Uma vez que a RM não envolve o uso de radiação, não é necessário tomar as mesmas medidas de precaução para a radioterapia. Nos últimos anos, milhões de exames foram realizados sem quaisquer efeitos colaterais conhecidos – durante ou após o exame.

Quem não pode fazer

– Quem sofre de claustrofobia. Para contornar o problema, é possível utilizar anestesia.

– Quem usa qualquer dispositivo metálico, como placas nos ossos, clipes de aneurismas, stents ou aparelhos dentários, desde que estejam na região que precisa ser examinada.

– Quem usa marcapasso está terminantemente proibido de se submeter à RM.

– O médico deve ser avisado em caso de gravidez.

Como é o exame

– Não é necessário remover as roupas, como é o caso em muitos exames de radiologia.

– O paciente se deita no centro de um tipo de túnel do scanner da RM, situação que não traz perigo nem provoca qualquer tipo de dor. Se a pessoa não gosta da sensação de se sentir preso ou sofre de claustrofobia, o médico pode lhe indicar um sedativo leve.

– Cada imagem da RM leva de 5 a 15 minutos para ser obtida. Durante o exame, o paciente ouvirá um som de batida leve e não deve se preocupar, pois esse é o funcionamento normal do scanner da RM.

– Quando é necessário obter várias imagens, o recosto irá mover-se automaticamente à posição apropriada. O paciente deve continuar o mais tranqüilo possível. Dependendo do tipo do exame, o tempo total do procedimento pode chegar a uma hora.