A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou guerra ao tabagismo com a aprovação unânime por parte de seus 192 países membros do primeiro tratado internacional antifumo.

Esse foi um “sim histórico”, sublinhou a diretora-geral da OMS, Gro Harlem Brundtland, que visa lutar eficazmente contra o tabagismo, principal causa evitável de morte e de doenças, com quase 5 milhões de falecimentos por ano no mundo, um a cada oito segundos.

O tratado para o controle do tabaco, que entrará em vigor três meses após sua ratificação por 40 países, prevê medidas sem precedentes que proíbem ou limitam severamente a publicidade do tabaco e estabelece que “idealmente” metade ou mais da superfície dos maços de cigarro deverá ser ocupada por uma clara advertência sobre os efeitos nocivos de seu consumo.

Serão proibidas, além disso, as inscrições “light” ou “mild”, que enganam o fumante, e os cigarros de chocolate que preparam as crianças para o consumo do tabaco. Fumar não deverá mais parecer uma atividade indolor e atraente.

O documento aborda também a luta ao contrabando, opina pelo aumento dos impostos sobre o tabaco e promove o conceito de responsabilidade sem nomear, de maneira explícita, a indústria do tabaco.