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Museo del Barro traduz arte paraguaia

São três acervos em um só espaço, além de exposições temporárias

  • Por Edilson Pereira

O Museo del Barro é o principal museu de artes do Paraguai. Encravado na Rua Grabadores del Cabichui, no bairro Isla de Francia, ele está numa construção relativamente nova, num tom monocromático que lembra o seu nome: o barro. Embora não seja um edifício amplo, o local serve ainda de abrigo para o Museo de Arte Indigena e para o Museo Paraguayo de Arte Contemporaneo. Resumindo: uma visita ao Museo Del Barro vale por três.

Divulgação
O popular ñanduti (bordado).

O acervo do Museo del Barro é formado por 4 mil peças correspondentes a produções populares desde o século 17. São obras em madeira, tecidos e rendas, entalhes em ouro e prata, máscaras e cerâmicas. O museu conta ainda com 300 peças de cerâmica pré-colombiana. As coleções de ñanduti (bordado) contem peças dos séculos 18 aos dias atuais.

Por sua vez, a coleção do museu indígena reúne mais de 1.700 peças produzidas pelos diversos grupos étnicos que formam a população paraguaia. Na parte ocidental do país estão os zamuco, os maskoy, guaycuru e os matako. Os tupi-guaranis reúnem os pai tavyterã, avá chiripa, mbyá, aché, chiriguano e ñandeva. Estes grupos contribuem com cerâmica, arte plumária, tecidos, cestarias e máscaras de madeira. As artes plumárias são um ponto alto da sensibilidade criadora das comunidades indígenas. No caso das cestarias, a maior parte foi desenvolvida pelos guaranis, embora haja peças feitas por povos que habitaram a região do Chaco.

Um brasileiro

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Peças de barro e plumas.

A terceira unidade museológica que integra o centro de artes visuais do Museo del Barro é dedicada a arte contemporânea. O Museo Paraguayo de Arte Contemporáneo reúne a única coleção permanente de pinturas, desenhos, gravuras, técnicas mistas e esculturas do país. O acervo contém 3 mil peças, que incluem além de artistas paraguaios, obras de artistas latino-americanos, entre estes, chilenos, argentinos e brasileiros.

No caso brasileiro, é marcante a presença de Lívio Abramo, considerado o introdutor da gravura moderna no Brasil e que morou em Assunção por 33 anos, cidade em que veio a morrer em 1992. Abramo tornou-se um influente ativista cultural na capital do país, participou da fundação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai, levou para a 6ª Bienal de São Paulo uma exposição de arte hispano-guarani. A coleção Dora Guimarães do museu tem 1.175 gravuras e desenhos de Lívio Abramo.

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