Muitos povos se encontram em Toronto

Na língua dos ameríndios, ?Torrontô? significa lugar de encontro. Coincidência ou não, aquela pequena vila às margens do Lago Ontário seguiu sua vocação. No século 17 era o ponto onde comerciantes de pele e madeira fechavam negócios. A cidade cresceu, chegaram os britânicos, depois chineses, italianos, filipinos… e a nova Toronto tornou-se, por mais uma coincidência, ou, quem sabe, destino, o lugar de encontro de diferentes nações: na metrópole canadense falam-se mais de cem línguas e convivem 80 etnias. Toronto, capital da província de Ontário, é o maior centro financeiro e comercial do Canadá. Talvez por isso tenha atraído tantos imigrantes a partir da Segunda Guerra. Atualmente, dos 2,5 milhões de habitantes, 43% são de outros países. Tal diversidade faz de Toronto uma cidade vibrante, tão multicultural e moderna quanto Nova York, mas também tradicional e vitoriana como Londres. Não deveria nada a essas grandes metrópoles, não fosse por um detalhe: é o terceiro centro mais importante de teatro e de dança do mundo, depois de (advinha?) Nova York e Londres. Com dez teatros e modernas salas, Toronto recebe grandes espetáculos, como os da Broadway. A novidade do momento é o musical We Will Rock You, inspirado na banda Queen, que entrou em cartaz em março. A agitação cultural tem lugar no Harbourfront Centre, um espaço à beira do Lago Ontário onde há teatros, galerias de arte, restaurantes, butiques e hotéis sofisticados. É o símbolo da recuperação dessa área portuária, revitalizada em 1980, depois de décadas de degradação. Hoje, a região atrai 3,5 milhões de visitantes por ano.

Metrópole

A cidade é porta de entrada e o maior centro financeiro e comercial do Canadá.

Inevitável começar o passeio pela cidade na CN Tower (www.cntower.ca), o maior ícone de Toronto, também localizada na região portuária. Com 553 metros de altura, é a mais alta torre do mundo, de onde a vista alcança, um cenário incrível num raio de 160 quilômetros. Construída nos anos 1970 para ser uma torre de transmissão, a CN Tower ganhou vocação turística. Para chegar ao piso de observação, a 346 metros de altura, há elevadores panorâmicos que sobem em menos de um minuto. Não deixe de sentar no Horizons Café e curtir a vista para o Lago Ontário, cujas águas ganham diferentes tons de azul e verde, conforme a incidência do sol. Repare nos aviões que passam por ali – talvez seja a única oportunidade de vê-los voando de um ?andar? acima. Outra atração é o sofisticado restaurante giratório, que dá uma volta completa a cada 72 minutos. Não se deixe levar pela propaganda: apenas uma pequena parte dele tem realmente piso de vidro. Mas, sinceramente, não impressiona.

Caminhe e descubra que um dia é pouco para conhecer a metrópole

O Eaton Centre, o melhor shopping da cidade, tem 360 lojas, de jóias a utensílios domésticos.

A melhor maneira de conhecer a cidade é a pé. Na saída da CN Tower, caminhe pela Bay Street, o centro financeiro – ou a Wall Street – local. Ali estão os maiores arranha-céus e até um prédio todo de ouro, onde funciona o Royal Bank of Canada. Nos dias de frio, não hesite em percorrer parte do trajeto pela ?cidade subterrânea?, um mundo à parte em Toronto. Chamado de Path, o subterrâneo é, na verdade, um imenso shopping: concentra nada menos do que 1.200 lojas e cafés conectados a 48 prédios comerciais, seis hotéis e cinco estações de metrô. Ali está uma das entradas para o Hockey Hall of Fame, um museu dedicado ao esporte número 1 do Canadá. De volta às ruas, siga pela Yonge Street, paralela à Bay Street, e a guarde como referência. É a artéria que liga Toronto de norte a sul, com 2.800 quilômetros de extensão repletos de lojas. Aproveite para conhecer o Eaton Centre, o melhor shopping da cidade. São 360 lojas que vendem de jóias a utensílios domésticos. Pouco adiante, vale a pena visitar a velha e a nova prefeitura: lado a lado, exemplos arquitetônicos dos séculos 19 e 20. Virando à esquerda na Queen Street W, caminhe até o Ontario College of Art and Design, pare na frente do prédio arrojado e tire uma foto. É clássica!

Bugigangas

Vale uma passada no Hockey Hall of Fame, museu inteiramente dedicado ao esporte número 1 do Canadá. Ao lado, Chinatown, bairro de 250 mil chineses, abriga a maior comunidade de imigrantes em Toronto.

A próxima parada é Chinatown, um bairro de 250 mil chineses – a maior comunidade de imigrantes em Toronto, seguida por italianos, indianos, filipinos e portugueses. Tem ruas coloridas, lojas cheias de bugigangas, placas em mandarim e cheiro de boa comida no ar.

Chinatown está a algumas quadras de um dos bairros mais chiques da cidade, o Yorkville, nas proximidades da University of Toronto (a Oxford do Canadá) e do quadrilátero que abriga os melhores museus locais. O Bata Shoe reúne 10 mil pares de sapatos de diferentes épocas. O Royal Ontario (www.rom.on.ca) é uma espécie de museu de história natural. E a Art Gallery of Ontario (www.ago.net) guarda uma coleção de arte e escultura modernas, com direito a Picasso e Rembrandt. Visite os três. Começou a achar que um dia é muito pouco para conhecer os atrativos dessa metrópole? Então, atrase a volta por mais um ou dois dias. Vale a pena aproveitar o fato de que Toronto é a única cidade canadense de onde e para onde há vôos diretos do Brasil.

Viagem feita a convite da Air Canadá, com apoio do Hotel Fairmont Royal York.

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