James Bond faz 50 anos em Londres

Quarenta anos após o primeiro filme de James Bond, O Satânico Dr. No, o interesse pelo agente secreto mais popular do mundo não mostra sinais de diminuir. O vigésimo filme do Agente 007, Die another day (Morra outro dia), estrelando Pierce Brosnan e com a música título de Madonna, é esperado para novembro. Em março de 2003 terão se passado 50 anos desde que foi publicado o livro que nos apresentou a Bond, Cassino Royale.

Qualquer um que esteja interessado em espionar 007 deveria visitar a Grã-Bretanha, onde os aniversários estão sendo marcados por exibições repletas de engenhocas e outros eventos. Os fãs de Bond podem ver várias locações dos filmes e lugares relacionados a Fleming, cujas experiências na inteligência naval ajudaram a criar o agente especial da ficção.

Na entrada do Museu Nacional de Fotografia, Filme e Televisão em Bradford, Yorkshire, está um Aston Martin DB5 cinza, com rodas especiais e uma garrafa de champanha Bollinger grande entre os bancos da frente. É o arquétipo do carro de James Bond – o que foi dirigido por ele (interpretado por Pierce Brosnan) em Golden Eye (007 contra Golden Eye). Juntamente com um vídeo da dramática corrida com a Ferrari de Xenia Onatopp a caminho de Monte Carlo, eles formam a introdução para a exposição “Bond, James Bond”, no Museu da Ciência de Londres, até a primavera de 2003.

As exposições incluem objetos originais tais como o chapéu-coco mortal de Oddjob e o sapato letal de Rosa Klebb. Você pode entrar no escritório de M, explorar a oficina de Q e descobrir como são feitos os efeitos especiais dos filmes. Os visitantes têm acesso usando seu próprio cartão de agente, que também poderá ser usado no site do museu.

Enquanto isso, no outro lado da Inglaterra, na New Forest, a 145 quilômetros de Londres, está sendo realizada uma mostra bastante diferente. O Museu Nacional de Motores, conhecido por seus carros batedores de recordes, está excepcionalmente expondo barcos memoráveis de James Bond (até o final de 2003).

Veja a veloz lancha de corridas ganhadora de recorde mundial de Live and let die (Viva e deixe morrer); o barco anfíbio de Q do filme The world is not enough (O mundo não é o bastante) e o “bathosub” usado por Blofeld em Diamonds are forever (007, Os diamantes são eternos), junto com outros acessórios e engenhocas como a fantasia de Miss Moneypenny em Octopussy (007 contra Octopussy) e o canhão para disparar arpões de The spy who loved me (O espião que me amava).

Está planejada para novembro uma celebração do humor encontrado em todos os filmes de Bond, que será encenada pela Sociedade de Comédia Britânica, nos estúdios Pinewood em Iver Heath, a oeste de Londres. Haverá um leilão de caridade, palestras de pessoas que trabalharam nos filmes e a participação de pelo menos uma das estrelas do passado. O humor no cinema será elevado a um outro patamar quando a Universal Filmes lançar Johnny English, uma comédia de espionagem estrelando Rowan Atkinson (Mr. Bean) como um agente britânico mestre.

O que dizer para os que quiseram seguir os passos de Ian Fleming, criador de Bond e que colocou algumas características suas no seu alter ego? O ponto de partida é Eton, perto de Windsor, a escola onde Fleming estudou junto com vários astros literários, de Henry Fielding a George Orwell. Outro mestre da espionagem, John Le Carre (como David Cornwell) foi professor em Eton por algum tempo. Há tours regulares na escola, famosa pelo seu vasto grafite entalhado em madeira.

Em Londres, uma placa azul marca a casa de Fleming em Ebury Street 22, perto de Victoria, mas ele também viveu nos anos 50 em Carlyle Mansions, quando ele terminou Cassino Royale. O local de seus escritórios pode ser visitado: um em 4 Mitre Court, virando a esquina do El Vino Wine Bar (um dos lugares preferidos do autor), em Fleet Street, onde ele trabalhou depois de deixar seu emprego como gerente de Relações Exteriores no Kelmsley Newspapers.

Depois siga para o Almirantado, em Whitehall (não está aberto ao público), no centro do governo britânico. Aqui, na sala 39 do andar térreo (agora a numeração foi modificada para 52), com vista para Horse Guards? Parade, onde é realizada a cerimônia Trooping of the colour, o comandante Ian Fleming serviu como assistente pessoal do diretor da Inteligência Naval durante a guerra.

O mundo real da espionagem pode ser explorado mais a fundo na exposição “Guerra Secreta”, que é agora uma ala permanente no Museu Imperial da Guerra, em Londres. O museu organiza noites ao estilo James Bond como parte de sua estrutura hospitaleira.

Os fãs dos seus livros podem traçar um programa de acordo com os movimentos de seu herói: visitar o Hotel Ritz, onde ele se hospedava e comer no seu restaurante favorito, Scotts (ficava em Covent Street mas mudou-se para Mount Street e portanto não é completamente autêntico). E até mesmo, se quiserem, ir até Kent para jogar uma partida de golfe onde ele jogava, no campo Royal St. Mark?s em Sandwich.

Quanto aos filmes, a caçada em barcos de alta velocidade antes dos créditos do filme The world is not enough (O mundo não é o bastante) é uma das cenas mais memoráveis de James Bond. Você pode ver as locações ao longo do Rio Tâmisa: desde a verdadeira sede do M16, em Vauxhall, indo na direção leste até a Torre de Londres, Tobacco Dock e a Cúpula do Milênio (este curto clip levou dois meses para ser filmado). Ou se adiantar no tempo e visitar as locações do novo filme, Die another day (Morra outro dia), como o Palácio de Buckingham, onde o vilão Gustav Graves (Toby Stephens) chega para uma entrevista com a imprensa de pára-quedas. As areias de Holywell Bay, perto de Newquay, a sudoeste da Inglaterra, aparecem no filme como um campo de batalha na Coréia do Norte. O espetacular projeto Eden, uma floresta tropical

coberta, também em Cornwall, tem um papel importante como esconderijo do vilão.

Aqueles que gostam de locações cinematográficas devem dar uma olhada no site do BTA – www.visitbritain/moviemap – onde se encontra um mapa interativo que mostra os lugares onde partes dos filmes foram filmadas e as últimas notícias do cinema.

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