Quem tem e-mail já pode ter recebido um spam. Não é nenhum vírus da moda, mas também dá muita dor de cabeça ao usuário. Spams são aquelas mensagens indesejáveis contendo propaganda de um remetente desconhecido e que lotam as caixas de e-mails. Não existe uma punição para quem manda este tipo de mensagem. Segundo especialistas em informática, não dá para fugir dos spams, apenas tentar se proteger deles.

O consultor de Macintosh, internet, redes e cross-platforming Mário Jorge Passos dá a definição correta do que é um spam. “É um e-mail de caráter comercial não desejado enviado para um grande número de destinatários”, explica. Para receber uma mensagem desse tipo, não é necessário ter dado o endereço para ninguém. Existem empresas especializadas nisto que fazem combinações prováveis de e-mails, além de captar os endereços verdadeiros. Assim, uma lista é produzida e as informações são enviadas. “Alguns vão bater na trave, mas alguns eles acertam. Eles fazem combinações com os nomes, sobrenomes e apelidos mais comuns, junto com letras e números”, revela Passos.

Ele conta que as empresas que querem mandar propaganda pela internet compram programas com listas de milhões de e-mails. “É difícil receber spams de uma empresa séria, conceituada. Normalmente estas pedem autorização para enviar e-mails”, afirma. Segundo Passos, não existe legislação para punir quem manda spams. “A punição é o usuário não comprar o produto ou o serviço”, sugere.

Quem recebeu a mensagem pode descobrir o endereço do primeiro remetente e reclamar com o provedor ou com a empresa. Para isto, quem utiliza o programa Outlook Express para checar e-mails, pode ir no ícone “Exibir todos os cabeçalhos”. Lá pode-se encontrar o primeiro endereço e informações, como o número e o nome da máquina. Depois, é preciso acessar o site registro.br e fornecer os dados para obter a ficha completa de quem mandou o e-mail. “Teoricamente é possível, mas na prática não dá em nada”, relata Passos. “A empresa, no máximo, manda uma resposta de mensagem automática.”

Passos explica que não há meios técnicos de bloquear o envio de spams. “Vai ter sempre uma maneira de burlar o bloqueio”, afirma. “O único computador seguro é aquele que está desligado do telefone, da tomada, e isolado numa sala.”

Para tentar fugir dos e-mails indesejados, o consultor recomenda algumas medidas. Quando repassar uma mensagem, é preciso apagar os cabeçalhos com os endereços de outras pessoas que também receberam a mensagem. Outra dica é evitar passar e-mails de correntes. “Isso é um perigo. Normalmente 99,99% são falsas”. Passos ainda orienta que um e-mail contendo informações importantes deve ser mandado para o destinatário somente com cópia ou cópia oculta. Evitar colocar os endereços no espaço “Para:”. Acima de tudo, o consultor pede para o usuário não responder o spam. “Se recebeu, apague”, aconselha. “As listas são sempre aperfeiçoadas e se comandos não são realizados, eles podem tirar o endereço da lista.”

O consultor ressalta que o tempo que é gasto deletando ou até mesmo lendo essas mensagens é muito grande. “Tem gente que tem computador conectado diretamente no telefone. Além de tempo, está também gastando dinheiro”, lembra. Passos conta que quando recebe spams, eles vão direto para a lixeira. “Em um dia eu chego a receber 100 spams”, conta. De acordo com ele, existe uma única maneira dessa prática acabar: “A empresa tem que se tocar que ninguém gosta disso.”