Em uma crença do Egito antigo, o deus da morte, Osíris, colocava o seu coração ou a alma na bandeja de uma balança, e do outro lado uma pena. Se a alma fosse livre de qualquer pecado, seria mais leve que a pena e Osíris saberia que a pessoa estaria apta a entrar no paraíso. Caso a alma fosse cheia atos ruins, seria mais pesada que a pena e logo a alma seria ofertada para um deus monstruoso que a devoraria. Sendo assim, a ideia que a alma tem peso era puramente conceitual e não física no Egito antigo.

O filme 21 Gramas, de 2003, foi baseado na premissa que a alma tem peso. 21 gramas seria o número exato e muitos concordam que essa figura é uma licença poética para retratar a ideia de que a alma possui um peso. Já que a origem dessa história aconteceu um século antes.

Duncan MacDougall (1866-1920) foi o um médico, em Massachusetts, EUA, que surgiu com essa ideia. Ele colocou pacientes em estado terminal em uma cama enganchada em uma balança e quando os pacientes morriam, ele relatava uma perda de peso de 21 gramas.

Apesar disso, ele teve apenas a amostra de seis pacientes para chegar às suas conclusões. Um deles morreu enquanto o prato da balança não estava balanceado corretamente e outro morreu antes de ser ajustado na cama. Então, McDougall testou o experimento do peso da alma em cachorros. Quando um cachorro morria não havia nenhuma mudança de peso, e ele concluiu, obviamente, que “cachorros não tem alma”.

Cientificamente, o experimento de MacDougall não foi considerado válido. Outro ponto de interesse: Se ideia de perder 21 gramas fosse válida, perder sua alma seria uma forma ineficiente de emagrecer.