A questão não é apenas qualidade. Em se tratando da região metropolitana de São Paulo, a atenção com a qualidade da água também deve ser mais do que redobrada. Uma pesquisa feita pela Universidade Metodista de São Paulo em conjunto com a Fundação SOS Mata Atlântica mostra que a situação é bastante crítica. Dos 500 pontos de coleta situados na Bacia do Alto Tietê, monitorados durante 2003, 64,5% apresentaram condições ruins de qualidade de água. Em 20,3% das estações de amostragem, as águas analisadas foram classificadas como de péssima qualidade pelos pesquisadores. As coletas foram realizadas de 15 em 15 dias. Nos outros 15,2% dos pontos a situação é considerada apenas aceitável. A região investigada pela pesquisa engloba as nascentes da Represa Billings e também diversos rios urbanos da região do ABC. Vários deles formam o rio Tamanduateí, que deságua no Tietê dentro do município de São Paulo. Se os dados obtidos pela equipe coordenada pelo professor Samuel Mugel Branco forem divididos por munícipios envolvidos com o estudo (Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e São Paulo), a situação geral não se altera.