Vinte e quatro pingüins-de-magalhães iniciaram uma jornada a caminho de casa, a Patagônia ou o Estreito de Magalhães, no extremo-sul do continente americano. A viagem de volta não será tão cansativa quanto a da vinda: eles se perderam e acabaram na costa do Rio de Janeiro. Hoje foram embarcados num vôo da TAM com destino ao Rio Grande do Sul, com conexão em São Paulo. Depois de cinco horas de viagem, seguirão de carro até o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, na cidade de Rio Grande, onde passarão por um período de reabilitação. Só então serão libertados no mar, a 400 milhas da costa.

Neste ano, 130 pingüins foram resgatados nas praias fluminenses. Muito jovens, eles se perdem nas correntes e não conseguem achar o caminho de volta. "O Corpo de Bombeiros aprimorou o resgate dos pingüins", explicou o veterinário Thiago Muniz, do Mini Zôo de Niterói, que acompanhou a partida dos bichos ao lado do biólogo Saulo Toledo.

"A volta deles representa uma economia de até R$ 700 por semana e podemos cuidar melhor daqueles que ficaram", disse Giselda Candiotto, diretora da Fundação Zoológico de Niterói. Ainda há 26 em recuperação no Mini Zôo. Esses devem embarcar em 23 de setembro, provavelmente num vôo da FAB.