A pesquisa desenvolvida pela professora Beatriz Helena Sotille França e pela acadêmica de Odontologia Debora Kuss, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná , revelou que 72% dos corpos não-identificados tinham eventos odontológicos. A investigação científica, intitulada Prontuário Clínico Odontológico como Meio de Identificação Humana, quis mostrar a importância da identificação da pessoa por meio dos dentes.

O estudo foi realizado com dados coletados dos registros do setor de Odontologia Legal do Instituto Médico-Legal de Curitiba, no período de 1997 a 2000. “Foram comparadas mostras de 290 laudos de corpos carbonizados e putrefeitos. A identificação foi maior nas situações de corpos carbonizados (45%) e corpos putrefeitos (20%)”, esclareceu Beatriz França.

Devido a essa constatação, o cirurgião-dentista presta relevante auxílio também à Justiça, pois é o único profissional que disponibiliza à perícia o prontuário clínico odontológico, peça fundamental para comparação com os registros específicos dentários da vítima a ser identificada. Além dos odontólogos promoverem saúde bucal, contribuem decisivamente junto a sociedade nos casos de identificação humana, fundamentou Debora Kuss.