As imagens com a micro filmadora foram captadas pela equipe da bióloga Neiva Guedes, em Mato Grosso do Sul, numa das áreas de pesquisa do Projeto Arara Azul, executado com apoio da Uniderp, e parceiro do WWF-Brasil na conservação do Pantanal. Os três clipes do site mostram as seguintes cenas: uma arara mãe dentro do ninho chocando três ovos que irão eclodir em aproximadamente um mês, uma arara com um filhote recém nascido, alimentando-o por meio de regurgitação e, por fim, imagens externas de um filhote com aproximadamente 3 meses de vida dentro de um ninho artificial observando a mãe que, após alguns instantes, se aproxima e também entra na caixa.
Para colocar a micro filmadora no interior do ninho foram gastos horas de trabalho e cuidados. A maior dificuldade foi camuflar a máquina e a fiação presa à árvore (um manduvi) para que a arara azul não se assustasse e abandonasse o ninho, ou reagisse bicando o aparelho, danificando-o. Uma vez resolvido o problema, o resto do trabalho foi observar as imagens reproduzidas numa pequena TV e monitorar o comportamento da espécie.
A micro filmadora “espiã” já registrou muitas horas de imagens importantes para a pesquisa que a equipe do Projeto Arara Azul desenvolve há 11 anos na região. Inclusive detectando as causas da alta mortalidade de filhotes recém nascidos.
Mas para conhecer um pouco mais essa história é preciso visitar o site, que explica o trabalho de pesquisa, manejo e conservação da espécie e seu hábitat e como o WWF-Brasil se envolve com este e outros projetos no Pantanal. Além do objetivo educacional, o site também funcionará como uma ferramenta de afiliação ao WWF-Brasil. Isto é, quem quiser colaborar com o Projeto poderá fazer uma doação diretamente pelo site, ou se afiliar à organização.
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