Os pesquisadores conseguiram reconstruir o histórico da atividade solar por mais de 11 mil anos, ao estudar uma forma de carbono. As manchas solares aumentaram o fluxo de partículas carregadas que se desprendem do Sol em rumo à Terra. Essas partículas deflectem os raios cósmicos que normalmente bombardeiam a atmosfera terrestre. As reações desse "bombardeio" geram um isótopo de carbono-14. Por essa razão, quando as árvores absorvem o carbono indiretamente levam consigo um histórico do que ocorre no Sol.
O principal autor do estudo, o alemão Sami Solanki, disse que devido à precisão do modelo "pudemos comprovar que as manchas solares aumentaram perigosamente nos últimos 70 anos". "Determinamos, por exemplo, que no século XVII praticamente não havia manchas solares", explicou o cientista, que considerou essas manchas um dos fatores para o chamado efeito estufa.
O histórico obtido permitirá agora registrar e analisar efeitos solares de longo prazo no clima terrestre e nas mudanças da atividade magnética do Sol.