Cientistas identificaram um gene que parece desempenhar um papel crucial na incidência de ataques cardíacos. Eles descobriram que um tipo particular de mutação desse gene acontece com mais freqüência entre quem sofreu um ataque. Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Físicas e Químicas de Tóquio acreditam que o gene controla a inflamação das artérias que levam sangue ao coração e cujo bloqueio pode acarretar um ataque do coração. Eles relatam suas descobertas em um artigo publicado na mais recente edição da revista especializada Nature. A mutação descoberta pelos cientistas japoneses é causada por uma variação mínima na composição química do DNA. Para chegar a essa conclusão, os autores do estudo analisaram material genético de 2,6 mil pessoas que haviam sofrido ataques cardíacos. Essas amostras foram comparadas com outras retiradas de 2,5 mil voluntários que não se encaixavam no mesmo perfil. No primeiro grupo, observou-se uma chance significativamente maior de ter acontecido uma mutação no gene que produz uma proteína chamada galectin-2. Essa proteína está relacionada a uma molécula, conhecida como linfotoxina-alfa, que trabalha na ocorrência de inflamações e é liberada quando uma coronária se rompe. O efeito da mutação genética identificada pelos cientistas japoneses é alterar a galectin-2, conseqüentemente mudando a quantidade de linfotoxina-alfa. Isso possivelmente tornaria as inflamações mais intensas, aumentando o risco de um ataque do coração. Os autores da pesquisa agora esperam que a descoberta abra novos caminhos na busca das causas dos ataques do coração.