Mesmo depois de dois meses da morte de Michael Jackson, as notícias não param e ainda estão dando o que falar.

De acordo com conclusões feitas pelo Instituto de Medicina Legal de Los Angeles após análise do documento judicial da autópsia, foram encontradas doses letais do anestésico propofol (Diprivan).

Porém, especialistas em anestesia têm dúvidas a respeito da conclusão, dizendo que as doses mencionadas nos noticiários são “inconsistentes com um nível letal de propofol” e que um coquetel de drogas provavelmente teria o matado.

Segundo relatou para o Los Angeles Times, o médico pessoal de Jackson, Conrad Murray, disse aos detetives do Departamento de Polícia de Los Angeles que estava o tratando para insônia por cerca de seis semanas.

O médico contou ao jornal que havia dado ao músico 50 miligramas de propofol e havia diminuído para 25 miligramas para desacostumá-lo do anestésico – que é utilizado para sedar pacientes durante cirurgia. Murray disse ao baixar a dose do propofol também misturou dois outros sedativos, lorazepam (Ativan) e midazolam (Versed).

Para o médico anestesista e presidente do Ambulatory Surgery Committee for the American Society of Anesthesiologists de Tampa, Florida, Hector Vila Jr., 50 miligramas de profosol para um pessoa com a estrutura magra de Jackson é tipicamente longe de ser letal.

“Baseado na aprovação da Food and Drug Administration (FDA) na informação prescrita, a sedação para um paciente com o tamanho do Michael Jackson deve começar com 27 miligramas. As doses que Murray descreveu como sendo administradas a Jackson não seriam normalmente consideradas adequadas para um resultado ‘letal’ em um nível sanguíneo de propofol”, explicou.

Segundo suspeita de Vila Jr., provavelmente o coquetel de drogas teria o matado, ainda mais depois de considerar as outras drogas supostamente dadas a ele durante seus últimos dias.

“Se uma mistura com outros medicamentos, mesmo que em uma quantia menor de proposol como relatada por Murray, poderia resultar em uma parada respiratória”, disse.

Ativan e Versed são benzodiazepinos, como o Valium, que produz efeito calmante. Versed é de efeito mais curto e utilizado com mais freqüência, por exemplo, durante uma colonoscopia.

Para o médico anestesista e membro do conselho de administração da Sociedade Americana de Anestesistas, de Washington, D.C., John Dombrowski, tanto o Ativan quanto o Versed são sedativos respiratórios. “Você os coloca por cima do propofol e está morto.”