Para que um eclipse do Sol ocorra, será necessário que a Lua esteja em conjunção com o Sol, ou seja, a lua nova. E não muito afastada de um dos nodos da sua órbita, isto é, de um dos pontos em que ela intercepta a órbita da Terra. Tais circunstâncias favoráveis ocorrem várias vezes por ano, e assim todos os anos há eclipses do Sol, visíveis de um ou outro lugar da Terra. Quando as circunstâncias são mais favoráveis, pode até haver cinco eclipses do Sol no mesmo ano; caso contrário, haverá apenas dois.
Quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, acontece um eclipse solar. Os observadores situados na região da superfície terrestre interceptada pelo cone de sombra e da penumbra da Lua vão observar, respectivamente, o desaparecimento total ou parcial do disco solar.
No caso do eclipse do Sol de 11 de setembro, somente o cone de penumbra vai interceptar uma região da superfície terrestre: parte da América do Sul, do Oceano Atlântico e da Antártica. Por esse motivo, o eclipse poderá ser visto como um eclipse parcial do Sol. Na América do Sul, será visível nos seguintes países: Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Brasil (com exceção das regiões Norte e Nordeste), Bolívia e Peru (exceto a região norte).
Trata-se de um eclipse quase polar, que começa no Mar de Wedell, no Oceano Polar Antártico, e termina no sul do continente sul-americano.
No Brasil esse eclipse será visível pela manhã, como parcial, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul (veja quadro).

Circunstâncias
O segundo eclipse solar de 2007 – o sexto do século XXI -vai ocorrer próximo ao nodo descendente da Lua em Pisces (Peixes). Com efeito, a passagem no nodo descendente terá lugar em 10 de setembro às 14h48,9min TU, o máximo do eclipse irá ocorrer em 11 de setembro às 12h31,3min TU, a conjunção (lua nova) terá lugar em 11 de setembro às 12h44,2min TU e a passagem da Lua pelo seu apogeu terá lugar em 15 de setembro às 21h06,1min TU. Este eclipse será o de número 6 da série do Saros 202 do Cânon dos eclipses do Sol do IMCCE. Será unicamente visível a partir do extremo sul da América do Sul e parte do continente Antártico.
Ele leva o número 7649 do Cânon de Oppolzer sendo o sexto eclipse da série de Saros, número 159 do Canon de eclipses de Mucke e Meeus.
O eclipse máximo irá ocorrer às 12h30,3 TU, num ponto situado num ponto de latitude 61º 09,8?S e longitude 90º 15,2?W. A magnitude do eclipse será 0,7369. Lamentavelmente, a maior parte do fenômeno ocorrerá em pleno Atlântico Sul.
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão é astrônomo, criador e primeiro diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins. Escreveu mais de 85 livros, entre outros, Anuário de Astronomia e Astronáutica 2007.


