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Linha de produção da empresa segue aquecida. Para o próximo ano, previsão de crescimento maior
com a nova fábrica inaugurada
em maio, no interior de São Paulo.

Além de anunciar o lançamento de sua nova linha de servidores, a Dell Brasil, subsidiária da gigante americana comandada por Michael Dell, convocou a imprensa na semana passada, em São Paulo, para fazer um balanço dos resultados da empresa em 2007, e planejar a estratégia para o ano que vem. Um dos focos é a simplificação da chamada Tecnologia da Informação (TI), com o slogan Simplify IT. Outro, é a diversificação do modelo de venda direta ao consumidor, com a venda no varejo para pessoa física e o relacionamento por canais, destinado ao mercado corporativo.

De acordo com o gerente de Produtos de Servidores da Dell Brasil, Túlio Werneck, a estratégia Simplify IT consiste em reduzir o ciclo de adoção de TI nas empresas.

?Os clientes não querem experiências, querem implantar uma solução e já vê-la em funcionamento. Nossa postura é de manter um bom relacionamento, da implantação ao suporte de uso, até para que eles voltem a comprar conosco no futuro?, explicou. Para ele, ainda há muito para expandir mundialmente no mercado de tecnologia.

?Hoje, temos um bilhão de pessoas conectadas à internet e um potencial de outros cinco bilhões. Avançar nisso vai exigir infra-estrutura, servidores, conexões, etc.?

Na coletiva, o diretor-geral da Dell Brasil, Raymundo Peixoto, destacou as metas da empresa para 2008. Além da obtenção da neutralidade em carbono, explicitada como uma estratégia mundial, a subsidiária quer minimizar o impacto ambiental de sua atividade. Segundo Peixoto, uma das formas de fazer isso será a opção, dada ao cliente, para o recolhimento de equipamentos antigos e sua correta destinação.

Como resultados positivos de 2007, o diretor destacou a inauguração, em maio, da fábrica da empresa em Hortolândia (SP). ?É a planta com o maior nível de automação da Dell em todo o mundo. A partir dos processos desenvolvidos aqui, será desenvolvido o padrão de atuação das outras fábricas?, explicou.

Peixoto também explicou a diversificação do modelo direto, que elimina intermediários e sempre foi considerado grande trunfo da empresa. ?Como o Michael (Dell) disse, o modelo direto não é uma religião dentro da nossa companhia. A diversificação vai acontecer para atingirmos clientes que não são facilmente atingíveis pelo nosso canal tradicional.?

Nas vendas no varejo, isso vai significar, segundo o gerente de Storage e Networking da empresa, Ricardo Miyaki, atingir o público mais afeito ao modelo ?tradicional? de compras. ?É aquele tipo de pessoa que quer pegar no produto, sentir. Depois, colocar embaixo do braço e levar pra casa?, explicou. Segundo Werneck, a diversificação atende ao público que não tem muito contato com tecnologia e deve trazer benefícios para a Dell. ?Nosso produto é diferenciado. A partir do momento que a pessoa pega, sente a qualidade e pode comparar com nossos concorrentes?, disse.

Números

A Dell mantém a liderança no mercado de servidores x86 no País há 11 trimestres. Segundo a pesquisa Quaterly Volume Server Tracker 3Q 2007, do IDC, a empresa foi responsável por 41,7% das unidades vendidas no terceiro trimestre do ano. Os números conferem à Dell uma folga de 14% em relação ao segundo colocado no segmento. As pequenas empresas (até 99 funcionários) são o porto seguro da companhia, com 64,8% do ?market share? em faturamento.

Além dos resultados expressivos em servidores, a empresa também conquistou uma fatia sólida do mercado corporativo de estações de trabalho, os chamados desktops. Nos dados da pesquisa do IDC, a Dell aparece com 12,1% de share. Ao contrário da tendência verificada nos servidores, os números mais expressivos da companhia estão nas grandes empresas (de 500 a 1000 funcionários), com 31,27% de participação no mercado.

O repórter viajou a São Paulo a convite da Dell Brasil.

Questionamentos para atrair novos clientes

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PowerEdge T105, voltado
para as pequenas empresas.

?Quanto custa perder dados??, ?Qual o preço de ficar parado por conta de falhas??. Esses são alguns dos questionamentos feitos pelo gerente de Produtos de Servidores da Dell, Túlio Werneck. As indagações têm alvo certo: atrair os clientes que preferem investir nos chamados ?deskservers?, estações de trabalho comuns que são convertidas em servidores, para um mercado mais sofisticado de tecnologia.

Segundo ele, as vantagens são muitas. ?A adoção de um modelo profissional com certeza vai custar mais barato do que sua empresa perder informações?, explicou.

A chamada confiabilidade passada pelos servidores é fruto da maior robustez dos componentes utilizados na sua construção. ?Tudo tem configuração ideal para uso maciço. É um sistema que vai dar menos ?boots? (partidas), e pode ficar ligado o tempo todo, sendo acessado constantemente?, disse.

Para atrair o mercado que hoje utiliza os ?deskservers?, a Dell pretende simplificar o mercado de TI. Uma das ações programadas é o atendimento por canais, que vai levar a empresa para mais perto de clientes mais distantes. ?Imagine um cliente no Amazonas. Eu preciso de meios para estar mais próximo dele?, explicou Raymundo Peixoto.

É bom sempre lembrar que 70% dos clientes da Dell estão no estado de São Paulo, escolhido para abrigar a nova fábrica da empresa. Outro foco, segundo Túlio, está no atendimento personalizado, adequado às necessidades do cliente. ?Com nossa política de escopo fechado, o cliente paga aquilo e tem seu sistema funcionando. Nada de pagamento adicional de ?homem-hora? e não saber quanto vai custar a implantação?, explicou.

Um dos modelos voltados para pequenas empresas é o novo PowerEdge T105, que vai substituir o P/SC 440, voltado anteriormente para empresas com até dez equipamentos. Além do lançamento dos novos servidores, a empresa também está casando sua operação com a dos desktops Vostro, uma linha voltada preferencialmente para o segmento corporativo de pequenas e médias empresas. ?Foram feitos para atuar em conjunto e fornecer o máximo de tecnologia a preços acessíveis para quem quer expandir seu negócio, como pequenos escritórios de advocacia e até padarias?, finalizou. (FK)