Um cientista italiano, Vittorio Formisano, da Agência Espacial Européia (ESA) afirmou que existe vida em Marte, após a descoberta na superfície do planeta de uma grande quantidade de metano, um gás que na Terra é produzido por bactérias. Formisano, do Instituto de Física e Ciência Interplanetária de Roma, fez as declarações à revista "New Scientist".

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O metano é um gás produzido na Terra por bactérias anaeróbicas. "Até que se demonstre qual processo não biológico possa resultar na produção de metano, a única forma de se produzir esse gás é a partir da vida", disse o cientista. "Minha conclusão é que existe vida em Marte", concluiu.

Grandes quantidades de metano foram detectadas na atmosfera marciana pela equipe Espectômetro Planetário Fourier, da missão européia "Mars Express", que orbita o Planeta Vermelho desde dezembro de 2003.

Outros cientistas que já trabalharam com Formisano sugerem, no entanto, que se prossiga investigando sobre o tema.

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"Não é 100% convincente, mas continuaremos trabalhando sobre os descobrimentos de Formisano, porque realmente valem a pena e são válidos", declarou a astrônoma Therese Encrenaz, do Observatório de Paris.

Michael Mumma, do Centro Espacial da Nasa em Maryland, nos Estados Unidos, disse que até agora "não sabemos com exatidão como é a geologia interna de Marte".

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"Concluir que a formação de metano se deve a um processo biológico ou não é algo perigoso. Mas muito válido e certamente interessante de se continuar estudando", declarou o pesquisador americano, cujo grupo de trabalho já havia detectado no passado esse gás em Marte utilizando telescópios especiais.

Missões espaciais, como a do Laboratório de Ciência da Nasa, pretendem analisar nos próximos meses a existência de moléculas orgânicas na superfície de Marte.

"Não posso demonstrar plenamente minhas conclusões, mas tudo indica que existe vida em Marte", disse Formisano. "O próximo passo é viajar ao Planeta Vermelho e buscar rastros de algum tipo de vida", concluiu.