Cebola doce

A choradeira provocada ao descascar uma cebola e o mau hálito decorrente de sua ingestão podem estar com os dias contados. Pesquisadores da Embrapa Semi-Árido, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Pernambuco, desenvolveram uma variedade de cebola com baixo teor de acidez e que, por isso, não provoca os famigerados efeitos colaterais da popular hortaliça. “Utilizando o método de melhoramento genético conhecido como seleção recorrente, conseguimos formar uma nova geração de cebola, com bulbos com teor de ácido pirúvico abaixo de 1,5 milicromol por mililitro”, disse Carlos Santos, pesquisador do Laboratório de Genética da Embrapa Semi-Árido. O ácido pirúvico é o grande responsável pelo sabor picante da cebola. De acordo com Santos, por ser doce, a nova variedade pode ser comida crua, o que permite preservar as vantagens fitoterapêuticas e medicinais da cebola. “Ao consumir a cebola sem cozinhar, o organismo pode se beneficiar de substâncias que ajudam a reduzir os riscos de entupimentos das veias do coração e de doenças cardiovasculares”, disse Santos. Outra vantagem é poder ingerir os agentes antioxidantes presentes na hortaliça, que se perdem no cozimento.

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