Brasília – O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Miguel Henze,

acompanham nesta sexta-feira (14) e amanhã em Beijim (China), os preparativos para o lançamento do terceiro satélite sino-brasileiro: o CBERS-2B.

Segundo o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Himilcon Carvalho, a previsão é que o lançamento ocorra entre os dias 19 e 21, na base de Taiwan.

Ele informou que o satélite passou com sucesso por todos os testes e já está integrado ao foguete de lançamento Longa Marcha 4B.

"O CBERS-2B garante a capacidade de obter, autonomamente, imagens do território brasileiro, além de ser um instrumento para aquisição e desenvolvimento de tecnologias e competências críticas para o país".

Com isso, acrescentou Carvalho, o setor procura estimular a participação crescente da indústria nacional em pesquisas que carecem de investimentos pesados.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o custo do satélite que deve ser lançado na semana que vem é de US$ 15 milhões, mas o gasto é muito maior com pesquisas.

Ao todo, já foram consumidos mais de R$ 360 milhões na parceria entre o Brasil e a China, que resultou no lançamento de dois satélites, um em 1999 e outro em 2003. Cada um deles com vida útil média de dois anos.

Enquanto estão em órbita, esses satélites fazem monitoramento de fronteiras, queimadas e da ocupação territorial, com aplicações no serviço meteorológico.

Até hoje, os dois satélites distribuíram gratuitamente mais de 350 mil imagens para cerca de 15 mil usuários, incluindo a Petrobras, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Companhia Vale do Rio Doce. A preços de mercado, cada imagem dessas valeria R$ 1 mil.