Aumento do calor poderá afetar até 3 bilhões de pessoas, aponta estudo

Milhões de pessoas enfrentarão fome e escassez de água em 2080 por causa do aquecimento global, segundo dados preliminares de um relatório sobre o clima da Terra, publicados por um jornal australiano. Parte de um documento em processo de finalização, os dados indicam que as mudanças climáticas reduzirão o abastecimento de água na China, Austrália e partes dos Estados Unidos e da Europa. Entre 1,1 bilhão e 3,2 bilhões de pessoas devem ser afetadas com um aumento de 2ºC a 3ºC na temperatura média do planeta – previsão considerada realista pelos cientistas.

A informação só será confirmada em abril, com a divulgação do segundo capítulo do novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), sobre conseqüências do aquecimento global e da adaptação a ele. O jornal The Age, que teve acesso a um rascunho, adiantou a previsão. O primeiro capítulo, sobre a física ligada ao efeito estufa, sai na sexta-feira, em Paris. Segundo o jornal, de 200 milhões a 600 milhões de pessoas em todo o mundo vão sofrer com a redução da disponibilidade de comida em 70 anos. O aumento do nível dos oceanos, provocado pelo derretimento do gelo polar, atingirá 7 milhões de casas.

"Cada região da Terra será exposta", diz Graeme Pearman, um dos autores do relatório do IPCC. "Se olharmos a China, ela perderá um volume significativo de chuva em suas áreas agrícolas, assim como a Austrália." A África e países pobres, como Bangladesh, serão mais afetados porque têm menos capacidade de lidar com grandes perdas costeiras e seca.

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