Um fóssil de 125 milhões de anos, encontrado no Nordeste da China, é provavelmente do mais antigo ancestral dos marsupiais modernos, anunciaram pesquisadores norte-americanos e chineses. A este grupo de animais, pertencem o canguru e o coala, encontrados hoje apenas na Austrália. O animal peludo, do tamanho de um rato, que ganhou o nome Sinodelphys szalayi, vivia sobre árvores, relataram os cientistas na revista Science. O fóssil é 50 milhões de anos mais antigo do que o mais velho fóssil de marsupial descoberto até então. O achado lança luz sobre quando os marsupiais distinguiram-se dos mamíferos placentários – grupo em que se enquadram os seres humanos, os símios, os cães e os gatos, por exemplo. Os marsupiais têm filhotes muito pequenos, que complementam seu desenvolvimento em uma bolsa no corpo da mãe. Mamíferos placentários demoram mais para nascer, ficando mais tempo protegidos no útero. Também há diferenças na estrutura óssea, relatam Zhe-Xi Luor, da Academia de Ciências Geológicas da China, e colegas de lá e do Museu Carnegie de História Natural, em Pittsburgh, nos EUA. Eles sugerem que o novo fóssil, junto a outros da época, reforça a teoria de que a Ásia foi o centro da diversificação dos mamíferos.