Fazer uma retrospectiva do que você fez ou deixou de fazer durante o ano é uma atitude normal quando vai chegando esta época. A virada traz esse simbolismo. Junto com ele, vem o planejamento de metas para o próximo ano, que está prestes a começar. São planos, que fazemos mentalmente (ou até mesmo colocamos no papel), para atingir aquele objetivo especial, afastar o que tanto incomoda e mudar de vida – ou, pelo menos, dar uma melhorada. Muitas mulheres que fizeram exatamente isto no final de 2012 estão colhendo os frutos hoje, depois de tanto esforço e força de vontade.

Não importa qual foi a meta. Pode ser mudança de trabalho, emagrecer, querer mais qualidade de vida, melhorar a saúde, arranjar um namorado. O que vale mesmo é manter o pique e a motivação lá em cima para ir atrás do que quer. E, principalmente, manter sempre o foco no objetivo que se está buscando, para não se perder no caminho e depois se sentir frustrada em outro fim de ano.

No final de 2012, a arquiteta Maiara de Andrade Faria tinha como objetivo se inscrever em uma pós-graduação em Restauração, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), a única que oferece este curso no estado. Ela teria que sair de Londrina, onde se formou e morava, para tentar alcançar esta meta. “Queria muito fazer esta pós e tentei verificar como eu poderia fazer ainda em 2012, mas não abriu turma. Neste meio tempo, durante o ano passado, fui contratada para trabalhar em outra cidade e meu namorado morar em Curitiba. Fiquei me ‘dividindo’ entre Curitiba e Londrina. Já sabia que este emprego seria temporário e decidi que, em 2013, eu finalmente faria a pós que tanto queria”, lembra.

Maiara resolveu vir para Curitiba e fazer a inscrição para a pós-graduação, mesmo sem ter emprego. Inicialmente, morou com uma amiga. Um mês depois de começar o curso, a arquiteta conseguiu uma colocação no mercado de trabalho. Ela segue empregada neste local e cursando a pós-graduação que tanto sonhou. “Senti que precisava arriscar. Minha intenção não era voltar para Londrina. Não me arrependi da minha decisão e foi super válido. Me arriscaria de novo caso houvesse oportunidade para outra cidade ou até para outro país”, afirma.

Mudanças em benefício da saúde

Para a advogada Maria Teresa Pereira, a meta para 2013 era o emagrecimento. Tudo começou depois de receber, ainda em 2012, os resultados de exames médicos, que mostraram alterações importantes em sua saúde. Por fora, não havia sintoma algum, mas por dentro, seu corpo pedia atenção e cuidados. “Foi um choque muito grande”, relata. Foi quando ela decidiu que começaria uma dieta e a rotina de exercícios físicos, mas para perder o peso de maneira saudável, sem loucuras.

Para isto, precisou relaxar em outras atividades, como nos estudos, para poder focar na meta traçada. “No começo, foi muito difícil. A restrição alimentar durou dois meses, que foram de sofrimento. Mas, depois, me reeduquei quanto à alimentação e percebi que não precisava comer muito para me sentir bem”, comenta Maria Teresa.

Paralelamente, a advogada descobriu o prazer da atividade física. No início da sua rotina de exercícios, ela fazia muay thai, hidroginástica e corrida. Tinha dia que ela fazia tudo isto, além do trabalho. “Neste ano, se eu posso, vou cinco vezes por semana no muay thai. Se não estou fazendo nada, vou correr ou andar de bicicleta. Você acaba pegando gosto”, avalia.

Desta forma, Maria Teresa foi perdendo peso aos poucos. No entanto, se recusava a ir até a balança. Até que as pessoas mais próximas começaram a perceber o emagrecimento e a elogiar a inici,ativa da advogada, que alcançou o patamar que gostaria em 2013. “Percebia com a diferença nas roupas. Não coloquei como meta qualquer número. As pessoas começaram a me incentivar e passei a me cobrar mais. A autoestima e a qualidade de vida aumentaram. Passei a ter mais ânimo. Foi uma revolução. Depois, comecei a me pesar na balança, mas não quis ficar refém disto. Hoje em dia, estou saudável. Termino 2013 muito feliz por ter conseguido, em primeiro lugar pela saúde, mas também pelo amor próprio e pelo reconhecimento das pessoas”, declara. Para 2014, Maria Teresa tem como meta esta continuidade da evolução, vivendo melhor e mantendo a atividade física. E, quem sabe ainda, perder mais uns quilinhos.

Objetivos precisam ser acessíveis

Não adianta negar. A virada do ano é um momento de reflexão para todo mundo. Mas, manter a motivação para alcançar as metas não é fácil. Para ter sucesso, é preciso avaliar o atual cenário e buscar objetivos mais “reais”. “Este é um momento de transformação e de avaliação. O clima de fim de ano ajuda para isto. Mesmo neste momento, é preciso ter a consciência de colocar metas reais, com perspectivas reais, para depois não se frustrar”, explica a psicóloga Clarissa Ribeiro.

De acordo com ela, o planejamento das metas deve ser dividido em três partes: curto, médio e longo prazos. “As metas de curto prazo são as que ajudam na motivação. Ao atingi-las, você se sente motivado para continuar. Tudo fica mais difícil se o objetivo é muito complexo. Conseguir atingir as metas de curto prazo dá outra energia, que vai impulsionar o próximo passo do planejamento”, salienta.

Clarissa ainda lembra que a motivação é a palavra-chave para uma mudança de hábito. “Fica muito difícil fazer mudanças muito radicais, além dos empecilhos que a própria pessoa coloca no caminho”, opina. Mas, se a pessoa obedecer a essas regrinhas básicas, pode conquistar tudo aquilo com o que sonha. Maiara, Maria Teresa e muitas outras mulheres estão aí para provar que nada é impossível para quem tem força de vontade.