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Mulher

Risco quase nulo

Franquia é uma boa opção para quem quer começar um negócio

Trata-se da concessão de uma marca, tecnologia, produtos e serviços

  • Por Joyce Carvalho, Meia Fina

Investir em uma franquia pode se tornar a melhor opção para mulheres que querem montar o seu próprio negócio, como já mostramos aqui no TDelas. A franquia é uma modalidade que envolve a concessão de uma marca, tecnologia, produtos e serviços, funcionando como uma parceria entre a empresa detentora destes itens com outra empresa que quer ser a representante local. É uma maneira de a marca expandir e de o empresário interessado contar com um negócio já estruturado. Para quem não tem experiência de ter a própria empresa, a franquia pode se tornar uma opção interessante porque existe o suporte do franqueador.

Mas, antes de tomar esta decisão, é preciso pesquisar bastante sobre os prós e contras. Existem muitos tipos de franquias no mercado, em todas as áreas de negócio e em diferentes valores, permitindo a escolha que mais se aproxima com a sua vontade e o seu perfil. Independente de qual seja a franquia escolhida, especialistas são unânimes em afirmar que o dono da empresa precisa se dedicar bastante para que ela comece a render bons frutos. Não tem aquela história da franqueada só dar ordens para o funcionário. Tem que colocar a “mão na massa”.

O diretor da Regional Sul da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Marco Pozza, explica que as franquias têm uma taxa de insucesso de apenas 5%. “Quando a pessoa vai sozinha, enfrenta maiores dificuldades”, ressalta. O economista e consultor Daniel Poit, conselheiro do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR), confirma que o perigo é pequeno, mas “sempre haverá o risco”. De acordo com ele, apesar disto, é preciso levar em consideração que as franquias limitam a criatividade do franqueado, pois o empresário deverá seguir o modelo de negócios proposto.

O interessado deve fazer uma pesquisa intensa para saber de todos os detalhes da franquia, incluindo valores a serem pagos ao franqueador, investimento inicial, faturamento e tempo de retorno do investimento, entre outros. O ponto de partida do levantamento pode ser o site da ABF (www.portaldofranchising.com.br), onde estão disponíveis estas e outras informações, como a relação das franquias autorizadas a operar no país. “A pesquisa deve levar em conta também a afinidade da pessoa”, afirma Pozza.

As franquias são procuradas muitas vezes por pessoas mais maduras, que preferem entrar em um modelo de negócios mais aperfeiçoado, segundo Poit. Nem sempre a experiência profissional do interessado em ter uma franquia determina a área a ser escolhida. A afinidade com aquele segmento pode ser determinante para fechar o negócio com o franqueador. Pozza cita como exemplo o caso de uma professora que tem interesse em abrir uma loja de produtos de beleza. “Gostar daquilo já é suficiente, pois o papel do franqueador é passar a sua experiência”, revela. “Junto com o franqueado, o franqueador tem interesse que o negócio dê certo”, completa. Segundo ele, as mulheres optam, normalmente, pelas áreas de confecção, beleza, educação e infantil.

É preciso calcular bem os gastos

A escolha da franquia deve passar ainda pela questão financeira, pois é preciso pagar o franqueador pelo negócio. Há uma gama enorme de valores, a partir de R$ 5 mil . “Os valores estão relacionados com a possibilidade de retorno, segurança do negócio e tradição do franqueador. Aqueles que estão começando a franquear e que não cobram tão caro querem que o investidor também participe e aprenda junto”, pondera Poit.

Se a pessoa tem R$ 25 mil para investir e quer uma franquia de R$ 25 mil, ela deve repensar a escolha, pois não é apenas este valor que está envolvido no negócio. O fraqueado precisa pensar em capital de giro para compra de produtos, insumos ou tecnologia e contratação de pessoal, entre outros itens. “A estimativa é de dois anos sem lucro. É preciso ter esta estimativa porq,ue não vai dar para depender exclusivamente do resultado do mês. Existe um tempo de maturação do negócio”, enfatiza o economista. Além disto, o franqueado deverá estar atento à gestão financeira do próprio negócio.

Conhecer o negócio faz diferença

A empresária Alison Mazza Lubascher está tendo a primeira experiência com franquia. Ela comanda a loja da marca de lingerie Liz no Shopping Pátio Batel. Alison trabalhou durante anos na área de educação e, junto com o marido, pensava em ter o próprio negócio. “Pesquisei bastante e até participei de uma feira específica de franquias. Vi tudo o que podia imaginar, entre escolas de inglês, cervejarias, cursos preparatórios para concurso, roupas”, conta.

Alison e o marido ficaram sabendo que a Liz tinha interesse em abrir uma unidade no shopping, mas pelo sistema de franquia. “Sou cliente da Liz e sei da qualidade do produto. Foi tudo se encaixando. Mas pensamos bastante antes de bater o martelo”, comenta. Para a empresária, entrar em um modelo de negócio pronto ajudou bastante. “Estou em um processo pronto, mas tenho liberdade junto ao franqueador, como é o caso da divulgação. Contamos com o apoio da marca. Fizemos diversas ações no ano passado”, esclarece. Para Alison, o saldo é positivo e valeu a pena ter apostado em uma franquia.

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