Quem nunca sonhou, na infância, em ser uma princesa ou se encontrar como as personagens que habitam os castelos dos contos de fadas? Referência e porta de entrada para um mundo mágico, as princesas dos filmes e das histórias infantis sempre fizeram a alegria de adultos e crianças. Hoje, graças às empresas que trabalham com personagens vivos, é possível se deparar com a Branca de Neve, Cinderela, Bela, ou com Elsa e Anna do filme Frozen, com a porquinha Peppa ou com Soluço, Banguela e Astrid do desenho Como treinar seu dragão circulando por festas infantis, eventos, hospitais e instituições beneficentes de Curitiba.

Mas todas elas só ganham vida devido a iniciativas como a das sócias da Hora Mágica Personagens, a professora de dança Eliane Gomes e a pedagoga Marina Obladen, que comandam uma equipe de 12 pessoas, que se vestem e assumem a personalidade das personagens mais amadas pelos pequenos e pelos adultos. “Na empresa, atuamos com eventos e festas de aniversário e também com voluntariado, mas, em ambas as situações, o trabalho é feito com muito amor e responsabilidade”, relata Eliane.

Ela explica que, nos aniversários, a presença da princesa escolhida é acompanhada de uma apresentação com uma hora de duração, feita para comemorar e homenagear a “princesa” aniversariante, que recebe das mãos da nobre convidada um certificado e uma coroa, que atestam sua entrada no reino encantado. “Já nas visitas aos hospitais e casas lares, a visita tem uma duração maior. Neste período, procuramos proporcionar magia às crianças, mostrando um mundo encantado com o qual, muitas vezes, elas nunca tiveram o mínimo contato. Eu me lembro de uma criança internada que não conhecia a Branca de Neve e apresentar este universo novo para ela foi muito emocionante”.

Como resultado deste trabalho que mexe com sonhos, de acordo com Marina, a reação das crianças é o que mais chama a atenção. “É muito gratificante ver o brilho nos olhos das crianças e fazer com que elas sejam mais felizes”. Mas ela conta que as apresentações também emocionam a quem interpreta as princesas. Só que para que tudo saia perfeito, há muito trabalho envolvido. “É uma delícia, revivo a minha fantasia de infância a cada evento. Há magia envolvida em tudo o que fazemos, mas também há responsabilidades. As pessoas que nos contratam não sabem o trabalho que se tem antes dos eventos. Há toda uma produção de figurino e perucas, além dos ensaios da coreografia. Existe um treinamento antes de ser princesa!”, afirma.

Esperança para quem mais precisa

Para a coordenadora do serviço de psicóloga do Hospital Vita Curitiba Raphaella Ropelatto, o trabalho desenvolvido pelas princesas envolve todas as pessoas presentes no ambiente hospitalar, quebrando sua rotina e rigidez. “Apesar de ser uma ação com tema infantil, ninguém fica sem abrir um sorriso quando vê uma das princesas. E isto é muito bom”, avalia.

Raphaella diz que o objetivo primário desta parceria é trazer o lúdico para o hospital, contribuindo com a humanização e com a recuperação emocional dos pacientes. E os resultados são benéficos, para crianças internadas nas alas e na UTI Pediátrica do Hospital e também para os adultos. “Tínhamos uma paciente que passou um ano internada com a gente. Quando ela recebeu a visita das princesas, seu relato foi que elas renovaram suas energias. E isso acaba sendo uma fonte de esperança, ajudando na recuperação. Independente da gravidade da doença, nós não temos o direito de tirar a esperança das pessoas”, pontua.