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Décimo terceiro salário deve ser usado com cautela

Segundo economista a primeira recomendação é não se empolgar demais

  • Por Ana Carolina Bendlin

Quem não fica feliz ao ver mais dinheiro na conta, quando chega a primeira parcela do 13º salário, não é mesmo? Dá até uma impressão de que estamos mais “ricas”, mesmo que ela seja momentânea. Mas qual o melhor destino para este dinheiro? É claro que isso depende de cada uma, mas não custa ouvir (ou ler) algumas dicas e orientações de especialistas entendidos no assunto, para não se arrepender de ter gasto tudo da pior maneira possível, sem prever os gastos que podem aparecer no futuro.

De acordo com o economista Carlos Magno Andrioli Bittencourt, membro do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR), a primeira recomendação é não se empolgar demais. “É preciso observar o seguinte: este dinheiro parece ser um salário extra, mas, quando colocamos na ponta do lápis, percebemos que não é, pois o período que compreende o final e o início do ano é uma época em que temos despesas extras, como a compra dos presentes, os gastos com as ceias de Natal e Réveillon, a matrícula e material escolar das crianças e, principalmente dois tributos importantes, o IPTU e o IPVA”, explica.

Por isso, ele sugere que cada pessoa divida o valor do 13º salário em três. “O ideal é destinar um terço para os gastos do final do ano, como os presentes, um terço para o pagamento dos impostos e demais despesas no início do ano e ainda deixar um terço para guardar na poupança, pensando em investimentos futuros ou imprevistos que possam aparecer”, orienta. Mas essa distribuição da renda só vale para quem está com as contas em dia. Se a pessoa tiver dívidas pendentes, a história é outra.

“Se a pessoa tem dívidas, elas devem ser pagas imediatamente, nem que ela passe o Natal sem presentes”, afirma o professor de Gestão Financeira do Uninter, Daniel Cavagnari. Bittencourt concorda e ainda completa: “Primeiro, é preciso pagar a dívida do cartão de crédito, que tem as maiores taxas de juros. Depois, vem o cheque especial, as financeiras e assim por diante, conforme os juros vão ficando menores”. Cavagnari faz apenas uma ressalva. “Não vale a pena pagar parcelas de financiamento de carro ou casa, pois esses juros são pequenos. Se fizer isso, a pessoa vai perder dinheiro. Então, é melhor guardá-lo para outros fins, em uma aplicação, como a poupança”, explica.

Se depois de tudo isso, a pessoa verificar que pode se jogar nas compras de final de ano, Bittencourt dá ainda mais algumas dicas. “Esta é uma época de apelo comercial muito grande. Se a mulher for impulsiva, acaba caindo em armadilhas. O melhor é gastar um pouco de sola de sapato e fazer pesquisa de preço antes de comprar porque muitos produtos estão à venda em lojas diferentes, que oferecem condições diferentes. E, principalmente, se comportar de acordo com a sua renda, não gastando mais do que pode. Por isso, deve-se dar preferência a compras à vista”, orienta.

Segundo o economista, nessas horas, vale a pena repetir aquelas máximas que já são bastante conhecidas: “Eu preciso? Eu mereço? Eu quero? Eu posso?”. Cavagnari ainda ressalta que não deve-se gastar por antecipação, deixando as compras para quando receber o valor integral do 13º salário. Ele também recomenda que não se faça empréstimos a terceiros com este dinheiro. “E, sobretudo, fazer escolhas que a façam feliz. Se comprar alguma coisa que vai dar prazer, está ótimo. Só não pode trocar a felicidade por um grande problema”.

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