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Lendas Vivas

Parou cedo demais

Sucessão de lesões fez com que Pachequinho se aposentasse aos 30

As contusões o deixaram afastado de campo por um período de tempo grande

  • Por Edilson Pereira

A rotina de pancadas e a uma sina familiar de ter problemas de joelho, sem contar que a medicina esportiva naquele tempo não fazia os milagres que hoje são feitos, abreviou a carreira de Pachequinho. “Aquele tempo não tinha os recursos da medicina esportiva que tem hoje”, resigna-se ele. As contusões o deixaram afastado de campo por um período de tempo suficiente para encurtar as estatísticas em gols, partidas, jogos, vitórias e outras categorias.

E foram elas, as contusões, que o fizeram decidir encerrar a carreira. “Em 1999 eu vim disputar o Brasileirão da Série B pelo Criciúma. O time foi muito mal. Ficou entre os últimos. Eu percebi que meu joelho já não me deixava ter rendimento. Eu era mais driblador. Mas não conseguia render. Era Departamento Médico direto. No final não estava rendendo e estava sofrendo demais. Não tinha mais condições de continuar. Foi aí que eu encerrei a carreira no ano 2000”, conta ele. O livro “Eternos Campeões” relata em tom quase de lamento esta fase melancólica da carreira do jogador: ‘Pequeno e veloz, Pachequinho recebeu o apelido de Formiga Atômica, mas, infelizmente, não tinha superpoderes capazes de livrá-lo das pancadas adversárias e das contusões que marcaram sua carreira’.

Três das contusões, consideradas gravíssimas, afastaram-no dos gramados. Se somados os períodos de recuperação, o resultado foi uma grande temporada em que ele ficou afastado dos campos – mais de dezesseis meses. No dia 30 de agosto de 1992, o atacante marcou um dos gols da vitória Coxa sobre o Operário, por 3 a 1, mas saiu de campo com ruptura dos ligamentos do joelho direito e teve que ser operado. Quando se preparava para voltar, sentiu dores no local e passou por nova cirurgia, para retirada do menisco. Ficou nove meses sem atuar e no dia 30 de maio de 1993, retornou contra o mesmo Operário e mais uma vez marcou um dos gols do time na goleada de 5 a 1 para o Coritiba.

Os problemas físicos, no entanto, continuaram. No dia 12 de março de 1995, o jogador sofreu entorse no joelho esquerdo numa partida contra o Paraná Clube. Terceira cirurgia e mais sete meses longe dos gramados. Voltou a jogar no dia 22 de outubro e fez um dos gols do Coritiba na vitória de 3 a 1 contra o Goiatuba. Ainda assim, ele foi o jogador que mais gols marcou para o Coritiba na década de 90. Foram 63 gols, doze dos quais em clássicos, seis contra o Atlético e mais seis contra o Paraná. Não fosse o excesso de pancadas e o excesso de contusões, estes números poderiam ser ainda muito mais expressivos.

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